Crítica: A Maldição da Chorona (2019)

A Maldição da Choron

A Maldição da Chorona é uma entrega interessante, que apesar de ter referências com o universo Invocação do Mal, não passa de ser um filme de terror morno, que cai na graça do público e uma rápida diversão.

Lançamento 18 de abril de 2019
DireçãoMichael Chaves
ElencoLinda CardelliniRaymond CruzPatricia Velasquez

Sinopse:

Na Los Angeles da década de 1970, uma assistente social criando seus dois filhos sozinha depois de ser deixada viúva começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural La Llorona. A lenda conta que, em vida, La Llorona afogou seus filhos e depois se jogou no rio, se debulhando em lágrimas. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.

Antes de qualquer coisa deve ser dito que, A Maldição da Chorona não é um filme com um super orçamento e muito menos com um CGI bem feito, ou seja, temos uma entrega que beira o “ok” ao “ridículo”, mas que possui um roteiro bem amarrado e que funciona como um ótimo entretenimento do gênero.

Quando falamos dos atuais filmes de terror, automaticamente nos lembramos de James Wan, produtor e diretor que conseguiu entrar um universo pra lá de interessante com Invocação do Mal. e que mesmo depois de lançados diversos filmes, continuam na graça do público.

A fórmula correta para fazer um excelente filme de terror ainda é um mistério e continua dividindo opiniões, principalmente quando se trata de super orçamento de CGI muito trabalhada – o que não é o caso no filme dirigido por Michael Chaves, que entrega um filme com baixo orçamento e uma CGI extremamente forçada, mas que funciona muito bem como alivio cômico para a trama.

Com absoluta certeza o filme divide a opinião sobre “ir ou não ir assistir?” e a resposta é bem simples, vá. Ele não possui uma história cheia de reviravoltas ou informações, ele é um filme simples, com um roteiro bem amarrado que demora a se desenvolver, mas quando o faz, prende a atenção do espectador e não deixa ele desgrudar os olhos da telona.

Apesar da grande expectativa do público em ver fortes referências ao universo de Invocação do Mal, vale dizer que tudo o que se refere aos outros filmes não passam de pequenos easter eggs, ou seja, algumas coisas podem passar desapercebidas – mas nada que prejudique ou faça o filme ganhar mais forças.

Ter um roteiro bem amarrado não significa que o filme não terá falhas, porque se tem uma coisa que A Maldição da Chorona tem, é falha – as crianças sozinhas em casa que o diga!. Apesar de entregar alguns momentos duvidosos, sem sombra de dúvidas muitos outros fazem o filme valer a pena.

Os holofotes ficam inteiramente para Linda Cardellini, que recém saiu do premiado Green Book e já entrou para um filme de terror que fará com que o público se lembre por um bom tempo de sua impecável atuação. Além da atriz, quem também cai na graça do público e entrega um papel marcante para o filme, é Raymond Cruz, que interpreta um ex-padre, atual curandeiro e que abusa de tiradas engraçadas – sem cair em uma sátira pastelona.

Apesar de abusar do excesso de aparição de Llorona (Chorona), a produção consegue trabalhar bem com a utilização de jumpscare, fotografia escura e aquelas fortes referências aos filmes de Wan – luzes azuis que iluminam as cenas mais tenebrosas. Ele é um terror forte? Não, ele é um terror morno, mas que vale como uma divertida experiência.

Por fim, A Maldição da Chorona não é uma grande revelação para o terror, mas também não é um filme que deixa o espectador frustrado, já que ele trabalha e explora muito bem o gênero, entrega uma história bem amarradinha e um final satisfatório.

Cabe somente ao espectador definir se ele entra para a lista dos filmes do universo Invocação do Mal que valeram a pena ou se ele fica ao lado de A Freira.

Galeria:

Trailer:

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