Crítica: A Menina e o Leão (2019)

A Menina e o Leão apresenta uma importante discussão com uma bela mensagem para o público, mas prefere não se arriscar em aspectos que poderiam ajudar a produção…

Data de Lançamento: 09 de Maio de 2019
Direção: Gilles de Maistre
Elenco: Daniah De Villiers, Mélanie Laurent, Langley Kirkwood, Ryan Mac Lennan, Brandon Auret

Quando a família de Mia (Daniah De Villiers) muda-se para a África do Sul, a jovem tem de se adaptar a realidade de conviver diretamente com os animais nativos da fazenda de seu pai (Langley Kirkwood). Charlie, um leão branco, raro e cheio de lendas e Mia acabam se tornando amigos, e com isso caminham uma longa jornada para a descoberta de seu verdadeiro lar.

A Menina e o Leão apresenta um longa corajoso ao definir como sua premissa a amizade de um humano e um animal predador, e as diversas ramificações que são criadas através disso, mostrando discussões como a confiança,moralidade, liberdade e o amor. Tudo isso voltado na construção do relacionamento de Mia e Charlie, a atriz protagonista entrega uma personagem determinada a fazer qualquer coisa para mostrar as pessoas que Charlie pode ser um predador natural, mas ainda assim tem sentimentos e laços de amizade.

Em contrapartida, a família de Mia, principalmente o pai John, apresenta a faceta do medo do desconhecido, de que não há sentimentos entre animais apenas, instintos. Enquanto Alice (Mélanie Laurent) mãe da jovem, serve de recurso narrativo para virar as costas para seu marido (criando clímax), o irmão Mick (Ryan Mac Lennan) é o único a ajudá-la em sua missão.

A maior tensão que faz despertar o interesse do público para a importância do filme, é a relação de Mia e John , a construção desses dois personagens e a maneira que se confrontam é bem colocada e convincente, enquanto as outras relações da jovem são deixadas de lado, como mero recurso de roteiro.

Já em aspectos técnicos, A Menina e o Leão prefere não se arriscar tendo como consequência elementos que estão presentes para cumprir seu papel, mas não para alavancar a produção no geral. A trilha sonora não é exagerada, que vai de músicas que remetem a savana africana ao pop melódico. Enquanto sua fotografia e direção está sempre focada para o raro leão branco, a fim de criar para o público sua beleza e mistério sem exageros, e trazer a importância da preservação em paisagens da África do Sul com a sua biodiversidade.

Por fim, A Menina e o Leão apresenta uma história corajosa e com moral consciente para o público da preservação da fauna, através do amor e da amizade convincente de Mia e Charlie, o público se emociona e leva consigo sua mensagem. Porém, o longa pede um pouco mais de construção de personagens e aspectos técnicos que possam melhorar a experiência do espectador.

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