Crítica: A Pequena Sereia (1989)

ariel

Ela vai atrás do que quer mesmo proibida, ela salva um homem antes dele sequer saber quem ela é…

Direção: Ron ClementsJohn Musker

Lançamento: 15 de dezembro, 1989 (brasil)

Sinopse:

Em um reino submarino, vive um rei chamado tritão com suas sete filhas, a mais nova, Ariel, é a mais rebelde e desobediente. Ela é fascinada pelo mundo dos humanos e coleciona artefatos que encontra em navios naufragados. O problema é que seu pai proíbe qualquer interação de sereias com humanos, o que complica quando Ariel salva o príncipe de um naufrágio. Quando Tritão descobre, ele fica enfurecido e vai até Ariel.

Muitos hoje em dia podem criticar esse filme e vê-lo de forma negativa, mas é inegável como esse filme influenciou a Disney até tempos atuais e como ele salvou o estúdio quando ele mais precisava. Após o fracasso de O Caldeirão Mágico, a Disney estava a ponto de falir, eles precisavam urgentemente de algum filme que pudesse botar o clássico estúdio de volta ao mapa, e A Pequena Sereia foi esse filme.

O filme é magico do começo ao fim, os cenários, a animação (obrigado Glen Keane) a trilha sonora inesquecível, tudo passa aquela sensação de fundo do mar, você consegue sentir a calmaria de estar lá embaixo vivendo aquela vida com os peixes. Já na primeira música e os planos utilizados pelo filme já da pra sentir aquela brisa no alto mar, e o filme te submerge a medida que o cenário vai de um navio peixeiro ao fundo do oceano enquanto seguimos a jornada de um peixe, quando de repente somos introduzidos à magica surreal das sereias. O filme realmente te pega pela mão e te trás de um lugar que você já conhece até um novo mundo mágico, e essa é o maior poder que um filme Disney pode alcançar: teletransportar o espectador para um outro mundo que ele nunca mais poderá presenciar de novo em outro lugar.

Os personagens também são excelentes, a imponência, o orgulho e, logo depois, a ira do rei Tritão, o orgulho e o desajeito de Sebastião, e, claro, o espeito aventureiro e curioso de Ariel, são características marcantes do filme. cada um presente em tela tem o seu charme inesquecível, são únicos e carismáticos. Até o Linguado, que hoje pode ser visto como apenas um amiguinho fofo secundário, tem, mesmo que minimante, uma importância n atrama e não funcionaria sem ele, fora que na época do lançamento do filme, um personagem assim era novidade. Da para perceber que o animal fofo e amigo virou tal padrão para os próximos filmes, eles viraram estrelas aparte do filme. Nada nesse filme parece solto ou fora do lugar, tudo se encaixa e leva a história para a frente

Hoje em dia Ariel pode não considerada a mais empoderada, mas em 1989, sendo a primeira princesa Disney há 30 anos, (desde a Bela Adormecida em 1959) ela foi bastante aclamada por seu poder de iniciativa. O filme já começa com ela se encrencando com um tubarão apenas para conseguir um garfo, simplesmente por ela ser apaixonada pelo mundo de onde aquele objeto vem e do qual ela quer mais e mais conhecer. A Bela, de A Bela e a Fera, é considerada a primeira princesa feminista por se interessar por livros e ser fascinada em aprender, mas a Ariel também tem essa força, só que a forma dela aprender não através de livros, é através do colecionismo, uma forma muito mais ativa de se aprender alguma coisa e que cria cenas bem animadas e interessantes no filme.

Ela cai na falácia de amor à primeira vista? sim! mas considerando que esse é o primeiro filme de princesas em 30 anos e que foi lançado á 29 anos atrás, mostra o quão grande foi o passo dado no filme, em termos de todas as outras coisas que a Ariel faz que as outras não tinham feito. Ela vai atrás do que quer mesmo proibida, ela salva um homem antes dele sequer saber quem ela é, ela se nega a aceitar o que lhe é imposto.

A relação dela com o pai é  o ponto crucial do filme. A repressão do pai dela e, eventualmente, a destruição de todos os seus bens, faz com que ela fique vulnerável e permita que a Úrsula venha e ponha em pratica o seu plano de destruir o rei Tritão e tomar seu poder para si. A Ariel nunca foi atrás da Úrsula apenas por estar apaixonada, ela inclusive não faz nada a respeito de seu amor por ele até seu pai destruir tudo o que ela possuía e depois viessem as enguias para manipula-la. Ariel não é tão ruim quanto dizem, falta um pouco de interpretação do filme quando se trata das críticas, pois elas ignoram todo o contexto em que o personagem se encontra como se ele tivesse que ter a cabeça no lugar a todo momento, mas a força de um bom personagem vem de ele errar e depois reconhecer o erro. e isso para a Ariel e o Tritão.

Úrsula, a vilã, também é maldosamente uma delicia de assistir, ela definitivamente é uma mulher muito inteligente que soube manipular a situação ao seu favor, mas claro que teve seu fim trágico pois no fim o bem sempre tem que vencer. ela tem uma das melhores musicas do filme e seu jeito extravagante de seu e de carregar seu copro voluptuoso á faz uma diva inesquecível, por mais que ela seja ruim.

As músicas, como dito anteriormente, são maravilhosas e não saem mais da sua cabeça e o filme te deixa com um sentimento de nostalgia querendo reviver aquele mundo aquático de novo, mesmo que sua protagonista tenha o deixado. Para ela era algo que ela já conhecia, para nós ainda é um mundo novo e magico, assim como os humanos eram para ela.

Imagens:

 

Trailer:

Compartilhar: