Crítica: Alita: Anjo de Combate (2019)

Alita: Anjo de Combate

Alita: Anjo de Combate é um filme divertido e com tudo para entreter quem gosta do gênero, mas que também pode cair no esquecimento logo depois de assistido.

Lançamento: 14 de fevereiro de 2019
Direção:  Robert Rodriguez
Elenco: Rosa Salazar, Christoph Waltz, Mahershala Ali

Sinopse:

Em 2563, num planeta Terra devastado pela grande guerra “A Queda”, o cientista ciborgue Dr. Ido (Waltz) descobre um ciborgue feminino sem corpo (Salazar) jogado num ferro-velho. Ido resgata e dá um corpo a ciborgue, que possui um cérebro humano intacto, mas não lembra nada sobre sua identidade. O cientista adota a garota e a batiza Alita, que passa a viver como sua filha e redescobrir o mundo em que vive.

“Alita” é desses filmes que você ama ou odeia: o espectador pode ficar muito maravilhado com os efeitos especiais bacanas e o ritmo acelerado do longa, cheio de violência e perseguição; ou pode achar uma tremenda baboseira, com um roteiro confuso e informação demais – e não daquelas que explicam a história, diga-se de passagem.

Baseado no aclamado mangá Gunnm, de Yukito Kishiro, Alita: Anjo de Combate fica nas mãos do diretor Robert Rodriguez, responsável por filmes como “Pequenos Espiões” (2001), “Sharkboy e Lavagirl” (2005) e “Sin City” (2005), no qual foi co-diretor. O filme fica bem no estilo de Rodriguez, que abusa de coreografias excitantes nas cenas de luta, muita câmera lenta e sequências de ação muito divertidas.

O elenco também é ousado (embora ninguém faça nada demais): os bicampeões do Oscar, Christoph Waltz (Bastardos Inglórios e Django Livre) e Mahershala Ali (Moonlight e Green Book) são respectivamente o pai preocupado de Alita, e o vilão ganancioso que quer ver a garota morta. Rosa Salazar também faz um trabalho decente, embora a aparência da Alita, com olhos enormes e dentes branquíssimos, possa ser meio incômoda às vezes – não que sejam ruins os efeitos, são ótimos, só é estranho mesmo.

E os dois maiores pontos fracos do filme são o roteiro, que praticamente não explica nada do que está se passando ali – uma sequência parece ser certa, o que “explica” esse evento, mas não deixa de fazer o filme parecer “incompleto”, – e o excesso de momentos “grandiosos”: num dado ponto, você acha que o filme vai acabar e não acaba, e de novo, e de novo. E acaba que o final mesmo é muito sem graça (risos).

Alita: Anjo de Combate não é ruim, mas passa longe de ser uma das grandes produções de James Cameron, responsável pelos gigantes de bilheteria “Titanic” e “Avatar”, mas também não é muito bom.

Talvez agrade os fãs da obra original, mas esse que escreve a crítica sinceramente não leu, então vai saber. Mas é divertido, vale uma meia entrada no cinema.

Galeria:

Trailer:

Compartilhar: