Crítica: Amigos Para Sempre (2019)

Amigos Para Sempre não é o melhor remake e pode ser considerado inferior a sua versão original, porém, ele apresenta uma outra face da história que é carregada de humor, mas não funciona como pura emoção

Lançamento: 10 de Janeiro de 2019
Direção: Neil Burger
Elenco: Bryan Cranston, Kevin Hart, Nicole Kidman

Após passar por um trágico acidente, que o deixou tetraplégico Philip (Bryan Cranston) se distancia de todos, tendo como único apoio seus empregados. Mal sabe ele, mas será em uma entrevista para seu cuidador que encontrará Dell (Kevin Hart), a pessoa que dará um novo começo a Philip de viver a vida com outra perspectiva.

Amigos Para Sempre é baseado no filme francês de grande sucesso, este no qual apresenta uma atmosfera mais melancólica. A versão americana trás a tona toda a tristeza e angústia de Philip mas de uma forma mais leve.

É fácil o espectador notar que o personagem de Bryan Cranston não se sente a vontade com sua condição, mas ainda sim é irônico diversas vezes. E junto com Kevin Hart, torna o filme numa sessão da tarde, o que não é ruim mas não parece querer se aprofundar mais do que isso.

Falando da relação dos principais personagens, Philip, Dell e Yvonne (interpretada por Nicole Kidman) há sintonia entre eles, mas Kevin Hart se sobrepõe aos outros dois quando o assunto é humor.

O personagem de Kevin Hart pode não cair na graça do publico, principalmente por usar piadas “machistas” e ser um tanto exagerado, mas é o destaque do filme.

Bryan Cranston entrega um Philip com muita angústia, que vive de seu passado glorioso e conversa com si mesmo sobre suas decisões, seus erros e feitos antes do acidente. É o personagem mais desenvolvido, que procura sentido para sua vida não só agora mas também antes e está aberto a descobri uma nova forma de viver.

Por fim, Nicole Kidman interpreta Yvonne, que antes do acidente cuidava dos negócios de Philip e acaba se tornando grande amiga no momento que mais precisa. Sua personagem num primeiro instante mostra ao espectador como rabugenta e contrária à Dell, mas que com o tempo vai se descobrindo mais sobre sua vida, uma narrativa conhecida e repetitiva. Mas o problema é que no momento que o espectador espera conhecer mais dela, não é apresentada como o esperado e acaba por se tornar um par romântico.

Amigos Para Sempre é um filme que arranca risadas, e faz o espectador pensativo em certos momentos mas, não se propõe a mais que isso. Há sim, um leve discussão sobre racismo, sobre o livre arbítrio e a solidão, porém ele não arrisca no ‘mais’ e prefere se manter na onda do humor para não discutir situações delicadas que o tema poderia apresentar.

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