Crítica: Aquaman (2018)

Aquaman

Aquaman é um filme visualmente lindo, mas se perde ao dar direcionamento e profundidade aos seus personagens com seu roteiro fraco…

Lançamento: 13 de Dezembro de 2019

Direção: James Wan

Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Nicole Kidman, Patrick Wilson

Arthur Curry (Jason Momoa) é um homem entre dois mundos, do qual um deles o faz rei e herói conhecido como Aquaman. Filho de do marinheiro Tom Curry (Temuera Morrison) e a rainha de Atlântida Atlanna (Nicole Kidman), Arthur é o elo entre a humanidade e o mar. Mas antes de chegar ao trono e ser rei dos sete mares, Aquaman terá de enfrentar seu irmão Orm (Patrick Wilson) para manter a paz entre os dois mundos.

Aquaman é um filme visualmente e tecnicamente lindo, James Wan souber usar as cores ao seu favor ao criar um reino aquático colorido, o filme é como uma pintura de várias texturas e cores jogadas na cara do espectador, o que cria um sentimento de vivacidade.

Outra função das cores no filme, é os diferentes tons apresentados em diversas cenas. Em cenas tensas se usa cores escuras ou quentes. Já nas com menos peso dramático é utilizado tons suaves. Porém o filme prende e se faz entender para o espectador apenas pelo visual e o sonoro.

O roteiro não se encarrega de contar a história, de criar laços ou guiar o espectador, é uma parte que não agrega ao filme. Muitos dos diálogos se tornam desnecessários, pois parece que estão narrando acontecimentos que já foram bem entendidos, os tornando repetitivos.

Por outro lado a trilha sonora se mostra eficiente com a junção de cores ao filme, seus melhores momentos são os de tensão no qual o espectador se prende mergulha no clima. O som é uma prova de que o diretor soube usar elementos do terror em seu novo trabalho.

Jason Mamoa mostra que o personagem de Aquaman lhe pertence, carismático, divertido, mas um pouco marrento. É a receita para o apego do espectador ao personagem. Já Amber Heard, apresenta uma atuação tímida mas como iniciante num papel importante tem potencial, a atriz mostra uma Mera empoderada, decidida e com suas opiniões próprias. Porém, Mera não tem suas próprias lutas, ao interferir na relação de Arthur com seu irmão, parece ser rebaixada a uma ajudante.Como casal, nota-se que os dois não possuem química ,e cenas românticas se tornam de humor para prender o espectador a cena, dar umas risadas e lembrar que pelo menos eles são um casal engraçado.

Outros mais experientes como Willem Dafoe, Patrick Wilson e Nicole Kidman entregam o que seus personagens promete. Com destaque para Nicole Kidman, que apresenta Atlanna com profundidade, de uma mulher que colocou sua vida em risco para salvar quem ama, com sentimento de culpa e que se manteve forte na esperança de voltar para viver um amor.

Por fim, Aquaman é um filme de origem com visual lindo, trilha sonora certeira e com cenas de arrepiar, mas que se esquece de dar profundidade e motivação a alguns de seus personagens, principalmente na importância do herói. Ele tenta consertar seu roteiro dando toque de humor em um casal sem química, mas é um ousado trabalho para a lista cinematográfica personagens da DC.

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