Crítica: As Golpistas (2019)

As Golpistas

Com tema já discutido em diversos outros filmes, ‘As Golpistas’ não consegue se destacar por ser um longa comum, mas sim por ter uma produção interessante

Data de lançamento: 5 de dezembro de 2019 
Direção: Lorene Scafaria
Elenco: Constance WuJennifer LopezJulia Stiles

Baseado numa história real, o filme acompanha em sua maior parte a personagem de Destiny (Constance Wu), uma stripper novata que precisa aprender a ganhar dinheiro dentro do meio. Com a ajuda de Ramona (Jeniffer Lopez), as duas enfrentarão problemas causados pela crise de 2008.

A premissa do filme é algo já abordado em diversos outros longas, dinheiro, luxo e wall street, coisas que podem facilmente ser encontradas na maioria dos filmes que tem como tema a crise de 2008. O contraponto aqui é o protagonismo feminino e também, o fato de suas personagens precisarem tomar decisões perigosas para dar um futuro melhor à sua família, e não só a si mesmo.

O roteiro cumpre bem seu papel ao não deixar o público confuso com a história, pois a maior parte do filme é passada em flashbacks, narrados pela Destiny. O maior desenvolvimento aqui, é da relação das duas protagonistas, o começo da amizade, o sucesso das duas e seu declínio. O que Jennifer Lopez e Constance Wu passam muito bem para tela, com veracidade e emoção.

Enquanto isso as outras participações como a de Cardi B, servem somente de alívio cômico ou para a criação de conflitos em ‘As Golpistas’. Além disso, os personagens secundários servem somente de passatempo enquanto o roteiro parece ter medo de desenvolver histórias paralelas.

Por fim, As Golpistas possui uma premissa já apresentada em diversos outros filmes, mas ganha o público pelo belo trabalho de suas protagonistas e de sua produção inspirada.

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