Crítica: Before We Go (2015)

“Uma noite pode mudar a sua vida”. Logo de um romance completamente diferente do que já vimos. Ele? Um músico. Ela? Uma moça perdida. A ajuda vem de onde menos esperamos.

Lançamento:  10 de setembro de 2015
Direção: Chris Evans
Elenco: Chris Evans, Alice Eve, John Cullum

Sinopse:

Depois de ter sido assaltada e, por consequência, ter perdido o último comboio que a levaria a Boston (EUA), a cidade onde mora, Brooke vê-se retida em Nova Iorque. Irritada com o que acabara de acontecer e sem saber muito bem o que fazer durante a espera, acaba por aceitar a ajuda de Nick, um trompetista de rua que decide fazer-lhe companhia. Durante uma única noite, entre a 1h30 e as 6h da manhã, estes dois estranhos vão partilhar segredos, receios e aspirações, criando laços improváveis que mudarão, para sempre, as suas vidas…

Engana-se aquele que julgar o filme pela capa. Before We Go é completamente diferente do que já vimos no gênero do romance, não que seja um filme inovador, não mesmo. Mas ele foge dos clichês, prende o espectador e consegue emocionar de maneira tão natural que chegamos a nos assustar. Chris Evans veio na direção e também na atuação, um risco muito grande que ele correu e com absoluta certeza era ciente disso, mas conseguiu se salvar do desastre e impactar o público com seu romance ao estilo nada convencional.

Se tem uma coisa que devemos por obrigação descartar, é a sinopse deste filme, ou melhor, até podemos ler e ficar interessado, mas para quem assistiu ou irá assistir, é certo dizer que logo de cara cria um vínculo diferente com o romance. O diretor (e ator) decidiu abusar da cidade que nunca dorme, explorou muito bem o roteiro que tinha em mãos e com apenas duas (ok, 5 atores no total) personagens ele conseguiu conduzir um filme de maneira segura e totalmente natural. Evans poderia apostar em mais entregas como essa, afinal de contas, ele conseguiu ser delicado e romântico ao mesmo tempo, coisa que da para sentir em cada segundo entregue na trama.

A história que se inicia de maneira bastante clichê, acaba surpreendendo pela maneira que é conduzida e também contada. Aqui existe um leve humor romântico perdido pelo roteiro e o espectador consegue captar isso com poucos momentos de filme. É interessante falarmos inclusive da semelhança em Alice Eve com Rachel McAdams durante alguns momentos do filme. A jovem e bela atriz, abusou de sua beleza, de diálogos muito bem construídos e formou uma quimica extremamente forte com Evans, que por sinal vai muito bem obrigado! O ator não precisou de muito para conquistar o coração do público, bastou alguns diálogos ao estilo “filósofo”, um sorriso no rosto e um trompete na mão, pronto, público conquistado, elenco muito bem trabalhado e toca para o próximo momento do filme!

Conforme o roteiro entrega as histórias, desejos, medos, sonhos e aflições de nossas personagens, o espectador consegue se ver em momentos únicos (e isso fica por sua escolha, claro), o que deixa ele entusiasmado e empolgado em saber que fim aquele casal nada convencional terá. Eles ficarão juntos? Ela de fato irá abandonar seu marido e seguir sua vida com ele? Ele vai esquecer seu amor do passado? (..) o espectador se pergunta isso do segundo ato quase para o ato final, e ao se deparar com as respostas ele pode ficar um tanto surpreso, porque bem ou mal, fomos pegos de surpresa. Evans na direção decidiu usar um pouco de outros filmes dramáticos, abusou do carisma de nossos protagonistas e deixou um peso enorme na trilha sonora (que conduz o filme muito bem) e deixa o espectador com o coração na boca, porque se ele não se apaixonar ou se emocionar pelo o que vê, é melhor mudar de filme e ir assistir algum desses que mereceram o prêmio framboesa.

O final pode não agradar a todos, mas quem somos nós para julgar a decisão do roteirista e do diretor, não é verdade? Só que devemos entender a delicadeza do filme, a sutileza das palavras e perceber que não teria um desfecho final mais perfeito do que fomos presenteados. Ele marca. Ele deixa o espectador na corda bamba, emociona e consegue fazer alguns marmanjões olhar para o lado e tirar suspiros de amores por quem de fato está apaixonado. Ele possui sim um recado para o espectador, não apenas um, mas vários, mas não cabe a nós dizer quais são e sim ao espectador decidir qual é melhor para ele… afinal de contas, um filme que é merecedor de 5 baldes de pipocas tem tudo para fazer os românticos e dramáticos felizes, não é verdade?

5 pipocas

Galeria:

Trailer:

Editor-Chefe do Clube Das Pipocas. Beth? Eu também sou a Beth!. Paulista, virginiano, pós graduado em Memes da Vida, ácido, metido a crítico de cinema, apaixonado pela sétima arte e amante do café.

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