Crítica: Bohemian Rhapsody (2018)

Bohemian Rhapsody

Superando grande parte das expectativas, Rami Malek entrega uma bela atuação como Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody

Lançamento: 24 de Outubro de 2018
Diretor: Bryan Singer
Elenco: Rami Malek, Ben Hardy, Mike Myers

Sinopse:

Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon formam a banda de rock Queen em 1970. Quando o estilo de vida agitado de Mercury começa a sair de controle, o grupo precisa encontrar uma forma de lidar com o sucesso e os excessos de seu líder.

Falar sobre Freddie Mercury sem lembrar da voz maravilhosa que marcou toda e continua marcando gerações é uma tarefa difícil de ser feita, caso você já tenha ouvido em algum momento da sua vida uma canção do Queen.

O filme conta com os consultores criativos criativos Brian May e Roger Taylor, ex membros da banda, e amigos pessoais de Freddie Mercury, isso deixa claro à quem for assistir o filme, que a intenção do longa é ser o mais fiel à realidade possível, mostrando todos os excessos dos integrantes, os bastidores, a forma como eles lidavam com a fama e todo o dinheiro envolvido, e claro, homenagear Freddie por tudo que ele fez e ainda faz pela música, mesmo tendo falecido no ano de 1991.

O filme ainda traça uma linha temporal clara e bem interessante, o que acaba destacando as músicas que foram feitas no começo da banda e a cada salto temporal apresentado a medida em que as músicas que iam sendo feitas, isso ajuda principalmente quem não tem alguma familiaridade com a banda ou quem pouco conhecia antes de assistir ao filme.

Agora, para servir como um maravilhoso recheio, a belíssima atuação de Rami Malek ( MR.Robot )tem um enorme destaque, muito bem elaborada e acima das expectativas ele consegue trazer a vida de Mercury de maneira real e trata a  homossexualidade, os relacionamentos e os problemas relacionados com solidão que afetam Freddie Mercury de maneira extremamente competente e realista. O grande desafio é retratar Freddie, longe dos microfones, mostrar sua vida longe dos palcos e isso sem dúvida, foi muito bem executado pelo ator.

Um outro lado muito positivo no filme, é saber aproveitar todo o seu potencial musical, as músicas são colocadas com uma ótima energia, parece que quem está no cinema assistindo a película, está na verdade, no meio de um estádio de futebol com mais de 50 mil pessoas gritando as músicas cantadas. É incrível!  É muito interessante essa sensação de nostalgia, como se estivéssemos lá vendo o crescimento da banda Queen em primeira mão, lado a lado com cada membro.

Outro ponto a se destacar é a fotografia e os figurinos, tudo foi devidamente pensado para a ambientalização dos anos 70/80, e muito bem executado.

Por fim a cinebiografia de Freddie Mercury, Bohemian Rhapsody,  é um prato cheio, para quem não conhecia esse ícone ter a oportunidade de conhecer e quem já conhece, ter a chance de se sentir um pouquinho mais perto desse nome que é um dos mais importantes da indústria musical.

Galeria:

Trailer:

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