Crítica: Bumblebee (2018)

Bumblebee

Bumblebee é um divertido filme de ação e aventura com tudo para reviver uma franquia lucrativa.

Lançamento: 25 de dezembro de 2018
Direção: Travis Knight
Elenco: Hailee Steinfeld, John Cena, Jorge Lendenborg Jr

Sinopse:

California, 1987. Beirando os 18 anos, a jovem Charlie Watson (Hailee Steinfeld), sonhando em ter seu primeiro carro, encontra um Fusca abandonado num ferro velho. Ao levá-lo pra casa para um conserto, o Fusca desperta e revela sua verdadeira forma: B-127 (dublado por Dylan O’Bryan) é um Autobot enviado à Terra para encontrar refúgio, fugindo de uma derrota contra os Decepticons em sua terra natal.

Deixe de lado o preconceito com filmes de robô – que é compreensivo, tendo em mente que a franquia original TRANSFORMERS beira o ridículo de tão ruim (os fãs que desculpem a sinceridade), – e vá ao cinema assistir BUMBLEBEE. O filme funciona, e muito bem!

Sendo mais um spin-off que um reboot (e com certeza não uma sequência), o longa é dirigido pelo ainda novo e muito talentoso Travis Knight, animador que trabalhou em filmes reconhecidos pelo Oscar, como “Coraline” (2009), e teve seu primeiro trabalho de direção em “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016), também indicado ao Oscar.

Agora, Knight assina seu primeiro live-action: BUMBLEBEE, que nos apresenta a divertida e emocionante relação entre um robô mudo e desajeitado com uma adolescente meio punk e de poucos amigos.

E a interação dos protagonistas é realmente o ponto forte do filme. Knight soube trabalhar bem o roteiro, que embora bastante simples, torna-se muito atraente aqui, um filme com ótimos efeitos especiais, boas piadas, momentos fofos, um clima oitentista recheado com uma trilha sonora muito nostálgica e claro, uma protagonista excelente.

Excelente, sim. Hailee Steinfeld, com apenas 22 anos e uma indicação ao Oscar por “Bravura Indômita” (2010), embarca na personagem com muita sinceridade e uma carga dramática digna da sucessora natural de Katharine Hepburn (esperem Oscares para essa garota): ela talvez consiga te fazer chorar, contando pra um robô de CGI, a história clichê do pai apoiador que faleceu tragicamente quando ela era criança. Não é pra qualquer uma, não.

Além de tudo, temos ótimas cenas de ação com muita violência, desespero e efeitos incríveis. As lutas entre os Autobots e Decepticons são realmente animadoras, tem uma perseguição de carros muito divertida, nada clichê, além de corridas contra o tempo e conflitos com o exército. Ah, e o lutador John Cena encarna o Agente Burns, líder do Setor 7, equipe militar responsável por capturar o Autobot.

É interessante reforçar que a primeira franquia pode cair no esquecimento, porque sim, BUMBLEBEE oferece uma ótima experiência ao espectador. Talvez venham sequências por aí, e é difícil prever se vão manter a qualidade, mas esse primeiro filme merece todos os elogios e sucesso possível. Muito bom mesmo.

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Trailer:

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