Crítica: Caçadores de Obras-Primas (2014)

George Clooney juntou mais um grupo, mas ao invés de roubarem um grande cassino o foco é recuperar obras-primas roubadas pelos nazistas.

Lançamento: 14 de fevereiro de 2014
Direção: George Clooney
Elenco: George Clooney, Matt Damon, Cate Blanchett, Bill Murray, John Goodman, Jean Dujardin, Bob Balaban, Hugh Bonneville

Sinopse

Um pelotão formado apenas por estudiosos da arte foi designado para recuperar obras de artes roubadas pelo nazismo, sem experiência militar, a missão é quase impossível. No entanto, a paixão deles pela arte está acima até da própria vida, mesmo que morrer por uma pintura não tenha sido um requisito para a missão. Agora eles estão em uma luta contra o tempo para salvar o maior número de obras possíveis.

Após os grandes trabalhos na direção realizados por George Clooney em Boa Noite e Boa Sorte (2005) e Tudo pelo Poder (2011), ambos lhe rendendo uma indicação ao Oscar por roteiro e o primeiro por melhor direção, ele foi alçado ao posto como um dos grandes diretores da atualidade. No entanto, três anos depois do seu drama político, aclamado pela crítica, Clooney volta com uma comédia sobre a Segunda Guerra Mundial e o que deveria ser mais uma obra-prima da comédia, acabou perdendo-se em meio as obras-primas que aparecem no filme.

Caçadores de Obras-Primas acompanha um pelotão formado exclusivamente por estudiosos do mundo das artes que partem em uma missão quase impossível, recuperar obras de artes que foram roubadas pelos nazistas. O pelotão é formado apenas por 7 pessoas e todas sem nenhuma habilidade militar, contando apenas com um treinamento básico e um grande desejo de não ver o passado ser destruído pela ignorância alheia. A missão que já não era fácil, passa a ganhar uma urgência maior ao saberem que os russos também estavam atrás das obras de artes, mas sem o intuito de devolver aos donos originais e sim mantendo elas como uma restituição pelos danos causados ao país, que até aquele momento já tinha perdido 20 milhões de pessoas pela guerra. Se não bastasse os russos Hitler também havia feito o decreto de Nero, no qual constava em destruir todos os palácios, pontes e obras de artes que foram confiscadas por eles, assim o pequeno pelotão precisa correr contra o tempo para salvar o máximo possível de obras de artes, mesmo que para isso eles precisem sacrificar a própria vida.

Se o fato de George Clooney ser o diretor já era um chamativo, o elenco também era um dos grandes atrativos, pois conta com nomes de peso como o próprio Clooney, Matt Damon, John Goodman, Bill Murray, Cate Blanchett e Jean Dujardin, que na época havia acabado de ganhar seu Oscar de melhor ator por O Artista (2011). Mas mesmo esse elenco galático e a direção de Clooney não foram o suficiente para deixar o longa satisfatório.

Apesar da história extremamente interessante e alguns fatos mudados para inserir um teor dramático, o filme não possui uma narrativa, há uma certa coerência, mas as cenas são simplesmente jogadas de qualquer maneira. É como se o foco fosse os personagens e não a história em si. Um outro fato triste são os diálogos pessimamente montados e as reações que não condizem com o momento. Clooney tem duas indicações ao Oscar por roteiro, mas aparentemente aqui ele se esqueceu de como criar diálogos convincentes.

Caçadores de Obras-Primas foi mais uma tentativa de Clooney na área das comédias, que antes já havia fracassado com O Amor Não tem Regras (2008), recentemente ele fez uma terceira tentativa com um roteiro dos Irmãos Coen e também falhou. Apesar de trazer histórias interessantes, talvez essa não seja a área dele como diretor, mas como ator que ele não desista nunca.

Dois baldes de pipocas.

Crítica por: Paulo R Azevedo

Galeria

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