Crítica: Cadáver (2018)

Cadáver

Cadáver é um filme com uma ambientação interessante, que tinha tudo pra ser bom, mas que não consegue fugir dos clichês do gênero.

Lançamento: 29 de novembro de 2018

Sinopse:

Um exorcismo chocante sai do controle e ceifa a vida de uma jovem mulher. Meses depois, a policial Megan Reed está trabalhando no necrotério de um hospital quando recebe um cadáver desfigurado. Trancada e sozinha dentro dos corredores do porão, Megan experimenta visões horripilantes e começa a suspeitar que o corpo pode estar possuído por uma força demoníaca impiedosa.

Cadáver é um filme de terror com uma premissa bem comum. O que diferencia e pode até trazer uma novidade é o fato de se passar em um necrotério, que por si só, já é um lugar assustador e claustrofóbico.

Sabendo da possibilidade de um corpo possuído pelo mal, ficamos ainda mais curiosos pra saber como vai ser essa fusão. Mas, pode tirando as expectativas, o filme não entrega metade do que era pra ser.

Cadáver nos apresenta a jovem Hannah, que está em um processo de exorcismo, e acaba falecendo. Não sabemos com detalhes como ela foi possuída, só alguns momentos de diálogo que é dito superficialmente como foi o ocorrido. Logo após somos apresentados a Megan Reed, uma ex policial, que está desempregada e arrumou um trabalho em necrotério de um hospital. Megan sofre com pequenas alucinações, devido a um trauma no trabalho quando era policial.

O início do filme mostrando Megan nos seus primeiros dias no necrotério é super interessante, porque mostra a solidão que é trabalhar naquele ambiente, e o tédio também, e o que cabe como cereja do bolo é a ausência de trilha sonora, que complementa de maneira perfeita tudo isso.

Mas o problema aparece a partir do momento em que o corpo de Hannah chega ao necrotério, o filme entra em todos os clichês possíveis em filmes do gênero.

O filme perde a mão do meio para o fim, o que é muito triste, porque a ambientação do filme poderia ser muito bem trabalhada. As alucinações da Megan são totalmente descartadas, e os personagens secundários nada acrescentam na história.

Com muitos jumpscare, e história bem rasa, e algumas pequenas tensões, mas super previsível, Cadáver se torna um filme de ambientação interessante, mas que não apresenta nada de inovador para o público – o que é uma pena, claro.

Galeria:

 

 

Trailer:

25 anos, Aquariano total do contra, Capoeirista, amante de filmes de terror e viagens no tempo. Não pode ver doce que já quer atacar.

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