Crítica: Capitã Marvel (2019)

Já são dez anos de universo cinematográfico da Marvel…é estranho pensar no como até agora não tínhamos um filme protagonizado por uma mulher. Será que o filme consegue estar dentro das expectativas de todos e mostrar que agora as mulheres estão para ficar no UCM?

Lançamento: 07 de Março 2019
Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law, Annette Bening
Diretores: Anna Boden, Ryan Fleck

Capitã Marvel é o mais novo filme da Marvel, o segundo após os eventos devastadores de Vingadores: Guerra Infinita e o filme que fica encarregado de apresentar Carol Danvers, a personagem que é dita como a mais poderosa do Universo Marvel dos cinemas.

O filme tem uma premissa bem simples, assim como todos os filmes de origem dos heróis mais poderosos da terra, que é estabelecer um personagem novo dentro do já vasto universo que existe. A grande diferença aqui é que o foco fica mesmo na parte heroica da personagem e não tanto na pessoal, por conta disso a jornada pode parecer menos impactante para o público.

Um dos pontos altos do filme, é o elenco que entrega performances inspiradas e uma química ótima de se assistir, tornando tudo mais leve e pessoal. Isso pode ser notado na direção, que busca uma forma mais intensa de passar emoções de todos os personagens, e deixa em grande parte o filme nas mãos de um elenco bem entrosado, mesmo que o seu roteiro não seja ponto forte de sua produção.

Se você vai para o cinema esperando um filme isento, esse não é o filme para você. O longa adota um discurso inteligente e bem inserido, abordando numa perspectiva ousada o feminismo e o empoderamento feminino. Carol é forte, decidida e carismática e em alguns momentos do filme Brie Larson entrega uma atuação digna de desbancar os grandes carros chefes do UCM.

Capitã Marvel tem suas falhas pontuais que quebram um pouco da imersão. Por tempos a trilha sonora parece mal encaixada, e as faixas que não são licenciadas parecem cópias da trilha sonora de Star Wars, quebrando o impacto de cenas de ação deixando algumas coisas desconexas.
A CGI por alguns momentos deixa a desejar, comparado com o que já vimos no UCM a plasticidade está em falta para algumas cenas. E o maior problema talvez seja uma falta de identidade por parte da direção, depois de produções diferentes que vieram no UCM, Capitã Marvel acaba soando como um filme comum sem muita inspiração por trás de sua direção artística e seu roteiro que não arrisca tanto quanto poderia.

Entre erros e acertos, Capitã Marvel cumpre seu papel, e entrega um longa de ação que tem um discurso necessário, com cenas de perseguição bem executadas e uma protagonista badass que nos faz desejar mais aventuras dentro desse contexto. Vale muito a pena conferir, é divertido e cativante, seu elenco está todo de corpo e alma no projeto e isso revigora a vontade de ver o que temos para o futuro do UCM.

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