Crítica: Coringa (2019)

Coringa é uma obra chocante mas realista, que mostra de uma maneira extremamente intimista o surgimento do vilão mais icônico do Batman

Data de lançamento: 3 de outubro de 2019

Direção: Todd Phillips

Elenco: Joaquin PhoenixRobert De NiroZazie Beetz

Sinopse:

Arthur Fleck é um palhaço, que escolheu sua profissão por ouvir sempre de sua mãe que ele nasceu para fazer as outras pessoas rirem. Mas quando o palhaço descobre que provavelmente toda sua origem pode ter sido uma grande mentira, Arthur se perde em meio a sua própria loucura.

Coringa é um filme de origem, mas não se encaixa no gênero o qual filmes que adaptam HQs podem se encaixar. O longa é um estudo de personagem, que coloca a atuação de Joaquim Phoenix e a direção de Todd Philips a prova.

O roteiro do longa é dramático, extremamente detalhista e incômodo em certos momentos. Escrito de maneira que pode ser assimilada com situações na vida real, o texto corta como navalha em diversos momentos, mostrando a dualidade entre a loucura e o como o mundo lida com ela.

Todd Philips constrói uma atmosfera claustrofóbica e intimista, mostrando uma Gotham a beira da calamidade, e se aprofundando em Arthur Fleck de maneira visceral. Existe um senso de urgência no filme, que começa lento, apresentando os personagens, mas nunca falha em deixar todos na ponta da cadeira por se sentirem na pele de Arthur.

Já a atuação de Joaquim Phoenix é o ponto alto do filme. O ator constrói um personagem quebrado, desequilibrado, mas de certa maneira ingênua. Desde as nuances de loucura no começo do filme, até a espiral de loucura no último ato do longa, Phoenix entrega um Coringa único, que crê na sua mente e vê que o mundo está quebrado.

Por mais que o elenco seja composto por ótimos atores, aqui quem brilha é realmente o ator principal, já que os personagens secundários são praticamente plano de fundo para o desenvolvimento do Coringa.

A trama é contida, não mostra muitas referências ao Batman, mas quem for aos cinemas vai se surpreender com uma cena em específico que foi inserida no terceiro ato do filme. Além disso a história do longa é bem amarrada, e contada de maneira interessante, o que faz com que as duas horas passem extremamente rápido.

O final do longa é extremamente bem pensado, e faz com que o público queira rever o filme para pegar todos os detalhes e talvez ter até um entendimento completamente diferente do filme.

Coringa pode dividir opiniões, por tratar da realidade de uma maneira…realista e pessimista mas que cumpre o papel de apresentar um dos personagens mais importantes da DC, de maneira que nenhum dos filmes de super herói fez até agora.

Galeria:

Trailer:

Compartilhar: