Crítica: Dora e a Cidade Perdida (2019)

Dora e a cidade perdida apresenta uma diferente abordagem para a personagem conhecida nos desenhos, fazendo engraçadas referências e um novo rumo para Dora.

Data de lançamento 14 de novembro de 2019 

Direção: James Bobin

Elenco: Isabela MercedMichael PeñaEva Longoria

Sinopse:

Dora, acostumada a viver na selva com seus pais cientistas terá que embarcar numa nova aventura, agora na cidade. Reencontrando seu primo Diego, e fazendo novos amigos ao longo do caminho, Dora precisa juntar sua equipe para resgatar seus pais.

A trama que gira em todo da cidade “perdida” Parapata, na qual Elena e Cole desejam explorar a fins científicos, só que eles acabam se encontrando com um grupo de exploradores que planejam roubar toda riqueza que a cidade possui.

A produção já decide de início estabelecer uma abordagem diferente, da tão conhecida personagem do desenho, que quebrava a quarta parede e esperava resposta do público (e que talvez fosse ignorada na maioria das vezes), agora é usado como artifício de humor e da ingenuidade de Dora, agora adolescente. Isabella Merced, entrega uma protagonista esperançosa, pronta para lidar com qualquer perigo, mas que ao mesmo tempo tem o dilema de lidar com a adolescência que tenta destruir esse sentimento.

Mas esses elogios não podem ser feitos ao grupo de antagonistas. Liderado por Alejandro e contando com o famoso personagem Raposo, as cenas de interação com os outros personagens apresentam um lado menos inspirado da produção e tirando os personagens já citados, os outros capangas não acrescentam no longa.

Alejandro, líder do grupo mostra uma peça importante em toda trama do filme. Apresentando um personagem com alívio cômico e ao mesmo tempo a face de um vilão caricato. Já raposo é a própria releitura do desenho, o que parece não se encaixar na trama, já que o longa se propõe a ser uma releitura diferente mais distante do seu material base.

Além disso, a personagem que sempre teve como amigos os animais da selva como Botas, que apresenta cenas fofas e engraçada agora precisa aprender também, a fazer amigos. O que resulta em cenas divertidas entre o grupo entrosado composto por Diego, Sami, Randy e sua protagonista, em que cada um é eficiente em suas habilidades para resgatar os pais de Dora e agracia o público nos momentos divertidos do filme. O mesmo pode ser notado na relação de Dora com seus pais, no qual os já experientes nome e nome entregam cenas engraçadas ao filme.

Entre erros e acertos, Dora e Cidade Perdida traz de forma positiva a personagem para os cinemas, uma boa atração para crianças que não conhecem Dora, para as que cresceram com ela ou até mesmo para aqueles que desdenham da personagem.

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