Crítica: Doutor Sono (2019)

Doutor Sono

Com cenas incríveis e com um pensamento único, Doutor Sono ganha a simpatia do público e se destaca como uma das melhores adaptações já feitas entre todas as demais obras de Stephen King,

Lançamento 7 de novembro de 2019
DireçãoMike Flanagan
ElencoEwan McGregorRebecca FergusonKyliegh Curran

Sinopse:

Na infância, Danny Torrance conseguiu sobreviver a uma tentativa de homicídio por parte do pai, um escritor perturbado por espíritos malignos do Hotel Overlook. Danny cresceu e agora é um adulto traumatizado e alcoólatra. Sem residência fixa, ele se estabelece em uma pequena cidade, onde consegue um emprego no hospital local. Mas a paz de Danny está com os dias contados a partir de quando cria um vínculo telepático com Abra, uma menina com poderes tão fortes quanto aqueles que bloqueia dentro de si.

Logo após a adaptação de Doutor Sono ter sido anunciada, os fãs de Stephen King ficaram bem divididos sobre se a obra cinematográfica seria de fato importante e tão boa quanto a obra dirigida por Stanley Kubrick em 1977 (mesmo tendo sida rejeitada pelo escritor).

O fato é que Doutor Sono, dirigido por Mike Flanagan e protagonizado por Ewan McGregor consegue deixar o público em cima do muro sobre valeu ou não a pena ter conferido a adaptação cinematográfica.

O filme segue à risca os acontecimentos do clássico de 77 no Hotel Overlook e agora, Danny Torrence precisa aprender a lidar com seus traumas de infância e principalmente com a sua “iluminação”.

Sem sombra de dúvidas ele é um filme bem produzido e que tem uma direção impecável – mas que não cabe comparar com seu antecessor. É interessante dizer que a produção procurou resolver e amarrar as diversas pontas soltas que foram deixadas no filme de Kubrick e que agora entregam respostas que o velho público ficou sem entender.

Para os que não leram a obra literária lançada em 2013, cabe dizer que o filme é uma adaptação e sofre algumas mudanças, mas nada que comprometa a história original, pelo contrário, os que não conhecem ambas as histórias conseguirão entender de maneira clara.

Aqui os esforços não foram poupados e a produção pegou pesado na construção do visual, conceito e ambientação do filme para entregar ao espectador a ideia de uma sequência quase que sem corte temporal – palmas para todos os envolvidos, porque foi feito de maneira grandiosa.

Cada personagem apresentada parece que teve seu ator e atriz escolhido desde seu nascimento para o papel. Atuações grandiosas e memoráveis para o espectador, a começar pelo protagonista Ewan McGregor, que entrega uma personagem perturbada e que em seu decorrer constrói um império ao lado de todos os outros personagens.

Rebecca Ferguson e Kyliegh Curran também se destacam em seus devidos papéis e entregam momentos tensos e bem construídos. Claro que o ator mirim, Jacob Tremblay, também entra na graça do público e entrega uma atuação impecável.

Apesar de tantos pontos positivos, Doutor Sono, assim como qualquer outra produção cinematográfica, também apresenta erros. Aqui, o roteiro deixa um espaço tão grande para o elenco se desenvolver, que em alguns momentos o espectador se sente um pouco perdido e até entediado por notar que o filme perde a velocidade e a intensidade do suspense.

Por fim, vale dizer que Doutor Sono é sem sombra de dúvidas uma adaptação cinematográfica praticamente impecável em sua direção e produção. Ela entretém, desperta o interesse do público, faz com que muitas das perguntas sem respostas deixadas em O Iluminado sejam respondidas, e claro, apresenta momentos de tensão.

Com cenas incríveis e com um pensamento único, Doutor Sono ganha a simpatia do público e se destaca como uma das melhores adaptações já feitas entre todas as demais obras de Stephen King.

Galeria:

Trailer:

Compartilhar: