Crítica: Dunkirk (2017)

Essa emocionante história que fala mais por ações do que palavras também valeu a primeira indicação ao Oscar de melhor direção para Christopher Nolan.

Lançamento: 27 de julho de 2017

Direção: Christopher Nolan

Elenco: Mark Rylance, Cillian Murphy, Tom Hardy, Harry Styles, Kenneth Branagh

Sinopse:

Baseado na evacuação de soldados ingleses da cidade francesa Dunkirk, operação que só foi um sucesso, salvando a vida de quase 300 mil soldados, graças a ajuda das cidades litorâneas inglesas que atenderam um pedido da Marinha Real e enviaram embarcações civis para ajudarem na evacuação das tropas.

Christopher Nolan é conhecido por suas histórias frenéticas e ao mesmo tempo misteriosas, em Dunkirk ele juntou suas melhores características no roteiro e na direção e trouxe esse belo drama de guerra com um elenco poderoso e uma ação de tirar o fôlego.

A história é contada por três pontos de vistas distintos quanto a evacuação das tropas, o primeiro é o molhe, que acompanha dois soldados ingleses tentando sobreviver da melhor maneira possível; o segundo é o mar que mostra a trajetória do Sr. Dawson (Mark Rylance), seu filho Peter (ator) e seu amigo George (ator) em direção a Dunkirk para oferecer ajuda; e por último o ar, onde há três pilotos da Força Aérea Real que servem como apoio aéreo para as tropas em evacuação. Apesar de ser uma abordagem interessante de mostrar a história, infelizmente por ela ser feita com diferenças de dias e hora, ela acaba por tornar-se confusa, então o espectador desatento pode não conseguir acompanhar algumas partes.

Mas dentro dessa poderosa e confusa história ainda há um elenco de peso, além de Mark Rylance que levou um Oscar por sua bela atuação em Ponte de Espiões (2015), também há a presença de Cillian Murphy, Tom Hardy, Harry Styles e o clássico Kenneth Branagh, além de um não creditado Michael Caine que cedeu sua voz ao filme. Dentre todos eles, o único com uma atuação mais “apagada” é o integrante da boy band One Direction Harry Styles, os momentos de seu personagem eram mais focado em suas ações, por tanto ele possui poucas linhas de fala, e mesmo sendo um novato saiu-se muito bem na pele de um covarde soldado que busca sobreviver a qualquer custo.

Mas um dos pontos altos do longa é o super tratamento que Nolan deu ao filme, talvez entre todos os seus trabalhos, até o momento, esse seja o mais ambicioso e audacioso de sua carreira, no quesito direção. Mesmo a história sendo contada por três pontos de vista, são poucas as linhas de fala. Grande parte do filme é contada pelas ações dos personagens e com uma trilha sonora angustiante do ótimo Hans Zimmer, que também ganhou uma indicação ao Oscar merecidíssima. Ponto também para a fotografia de Hoyte van Hoytema, que já trabalhou com Nolan em Interestelar.

Dunkirk, apesar da história confusa, é um filme fácil de se cair no gosto do público. Seu belo visual cadenciado por uma ótima trilha sonora e cenas de ação que vão sufocar e estremecer qualquer um, funciona como um ótimo entretenimento, assim como uma pequena aula para aqueles que são aficionados na Segunda Guerra Mundial.

Cinco baldes de pipocas.

5 pipocas

Galeria:

Trailer:

Editor-Chefe do Clube Das Pipocas. Beth? Eu também sou a Beth!. Paulista, virginiano, pós graduado em Memes da Vida, ácido, metido a crítico de cinema, apaixonado pela sétima arte e amante do café.

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