Crítica: Eli (2019)

Eli

Com uma dosagem certa de erros e acertos, Eli é mais um filme de terror que tem tudo para fazer sucesso entre o público, mas não apresenta nada de novo ao gênero.

Lançamento: 18 de outubro de 2019
DireçãoCiarán Foy
ElencoCharlie ShotwellSadie SinkKelly Reilly

Sinopse:

Eli está sendo submetido a um tratamento para sua doença que é rara e auto-imune e acaba descobrindo que a clínica em que está internado não é tão segura como pensava. 

A Netflix vem tentando incansavelmente acertar na fórmula de entregar bons filmes de terror e suspense para os assinantes, e prova disso foi o recente Eli, dirigido por Ciarán Foy (A Entidade 2), que conseguiu brincar e despertar o interesse do público.

Apesar da boa vontade do diretor em tentar entregar um longa completamente misterioso, o espectador vê basicamente três tempos e três longas completamente diferentes por aqui. Em primeiro momento Eli cabe mais como uma mistura de thriller psicológico, que aposta em um clima lento e que arrasta do espectador para uma gradativa tensão.

Em segundo momento o longa passa a ser dado como o cliché de casas assombradas (cabe aqui dizer que a produção foi feita pelos mesmos que levaram A Maldição da Residência Hill para a Netflix), e funciona relativamente bem, alguns sustos são dados e o interesse do espectador pelo longa fica ainda maior por tentar entender sobre a misteriosa doença do protagonista e o envolvimento da Drª Isabella Horn com as assombrações na casa.

Porém, o maior problema está em seu terceiro e último ato. Se antes o espectador notou um filme repleto de mistério, tensão e fantasmas, agora ele passa a ver que todo aquele envolvimento inicial foi deixado de lado e é jogado em um desfecho tedioso e que se joga no clichê de todas as maneiras possíveis.

Apesar de apresentar momentos de falhas que incomodam e podem causar um leve desinteresse no espectador, Eli é composto por um elenco interessante e que consegue segurar todos os buracos deixado pelo roteiro.

Charlie Shotwell é a estrela do longa. O jovem garoto faz com que o espectador crie uma enorme simpatia por sua personagem, que é muito bem trabalhada por sinal. Kelly Reilly, que interpreta a mãe do protagonista também faz de tudo para segurar a produção – e obtém êxito.

O novo “queridinho” da Netflix consegue ganhar a simpatia do público por apresentar uma história – até então, bem fora do padrão -, entreter, divertir, causar uma tensão bem desenvolvida e acertar na escolha de elenco, mas, que falha ao deixar um enorme espaço para o roteiro entregar momentos desnecessários e com isso um desfecho que não orna com tudo o que foi apresentado.

Por fim, bem equilibrado entre erros e acertos, Eli serve como um bom entretenimento voltado ao público do terror e suspense, mas que não apresenta nada de novo ao gênero.

Galeria:

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