Crítica: Frozen 2 (2020)

Frozen 2

Frozen 2 segue a mesma linha de seu antecessor quando se trata de sentimentos e emoções, mas, consegue proporcionar uma viagem muito mais intensa e divertida ao novo e velho público.

Lançamento: 2 de janeiro de 2020
DireçãoJennifer LeeChris Buck
ElencoKristen BellIdina MenzelJosh Gad

Sinopse:

De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes.

Sequências cinematográficas sempre causam um certo receio no espectador que muitas das vezes ficou encantado com o primeiro filme e não sabe ao certo se o segundo será tão bom quanto seu antecessor. Isso aconteceu e segue acontecendo na indústria cinematográfica e por parte do público.

Frozen 2 chegou fazendo muito barulho, se tornou o filme animado de maior bilheteria da história – superando seu antecessor, não apenas em valores mas também em qualidade. Ao contrário do que muitos pensam, a animação agora não tem como objetivo principal entreter e divertir, pelo contrário, ela quer conversar diretamente com o público.

Com a ideia de contar as origens das irmãs Anna e Elsa, a produção cria um espaço muito maior do que no filme original e permite que o desenvolvimento das personagens principais seja completamente satisfatório.

Se antes o público se divertia e se emocionava não apenas com os personagens principais, mas também com os secundários, agora a coisa não sai do esperado. Olaf está de volta e agora com um jeito mais “humano” de ser. Kristoff e seu alce Sven, seguem com o carisma já apresentado ao público e agora se mostram muito mais parceiros de Anna do que se espera.

Com um roteiro bem escrito e interessante, o espectador não vê a uma hora e meia de duração passar, já que a história se desenrola de maneira natural e emocionante. Claro que o filme possui algumas falhas – como por exemplo, a falta de inovação em um ponto ou outro, mas nada que estrague a incrível experiência que a animação proprociona.

Com pontos fortes nas cenas de ação, o espectador nota a melhora na qualidade gráfica e chega a se perguntar em alguns momentos se ele não está assistindo alguma produção em live-action, de tão bem produzido que Frozen 2 é.

E quando se trata de produção bem feita, o público rapidamente admite que vindo da Disney isso é quase que rotineiro, e aqui não está errado. Com uma trilha sonora de deixar qualquer um tão viciado quanto o famoso Let it Go, Frozen 2 apresenta músicas que levam o espectador a incríveis viagens junto de cada personagem. Esse é sem sombra de dúvidas um dos pontos mais fortes da animação, a inovação de canções e vocais que agora conta com Aurora, Panic! At The Disco, Weezer e muitos outros nomes atuais da música atual.

Mas, engana-se aquele que for assistir pensando que a velha história triste ficou no primeiro filme, não mesmo. Aqui, a tristeza é abordada de maneira indireta e coloca o público em momentos de mais pura reflexão quando aborda a temática da amizade, amor e cumplicidade.

Com uma produção impecável, é impossível dizer que a animação comandada por Elsa e sua turma, não seria no mínimo uma das mais marcantes para o público.

Por fim, vale dizer que Frozen 2 segue a mesma linha de seu antecessor. Ele entretém, diverte, cativa, emociona e conversa diretamente com seu público – desde o infantil até o adulto, sobre a importância do respeito, da amizade, da cumplicidade e do amor de um com o outro.

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