Crítica: Green Book (2018)

Green Book

Green Book é um filme diverto e emociona algumas vezes, mas não dá profundidade ao seu tema central como deveria…

Lançamento: 24 de Janeiro de 2019
Direção: Peter Farrelly
Elenco: Viggo Mortensen, Mahershala Ali,Linda Cardellini

Sinopse:

Don Shirley (Marheshala Ali) e Tony Lip (Viggo Mortensen) têm vidas opostas, o primeiro é um pianista negro em ascensão, que alcançou a alta sociedade. Já o segundo, é um branco de a família simples, mas sempre esperto consegue um jeito de sustentar sua família fazendo o que der na telha. Tudo isso ambientado na década de 60, os dois se encontrarão de uma maneira inusitada e criarão uma grande amizade.

Green Book passeia entre momentos de humor e drama, mostrando a realidade de ser negro nos anos 60 mas também apresenta um crescimento pessoal dos dois personagens em sua jornada, através de uma viagem de Shirley para uma turnê no sul dos EUA com Lip sendo seu motorista e guarda costas.

Ao longo da viagem, Tony que primeiramente é mostrado como racista, procura conhecer melhor Don saber sobre como se tornou um pianista e o por quê de não ser diferente de seu povo, como seus gostos musicais e comida. Shiley por sua vez, num primeiro momento não parece confiar em seu motorista e não dá atenção, mas depois explica a sua história de vida e suas escolhas.

Isso dá ao público diálogos e recursos narrativos para uma discussão complexa, porém não apresentam tanta força para chegar numa solução. O ponto positivo desses diálogos é mostrar opostos das personalidades de seus personagens e a convivência entre eles. Don é reservado e um tanto mal humorado e Tony é divertido e cheio de piadas.

Marhersala Ali e Viggo Mortensen carregam uma boa atuação, Mortensen mostra ao público a simpatia de seu personagem mesmo com suas falhas, mas é Ali que se destaca, passando emoção e verdade na luta de seu personagem para aceitação.

O roteiro de Green Book apresenta discussões pertinentes, mas que muitas vezes não mostra com força sua representatividade na história dos negros nos EUA. Já sua trilha sonora, serve como recurso narrativo para a aproximação dos dois personagens, o que cumpre bem seu papel.

Por fim, Green Book é uma comédia divertida com tons de drama ao se tratar de um assunto delicado, quanto a questão racial, o filme parece não ter segurança para apresentar o tema, perdendo sua força em alguns momentos, o que pode deixar o público confuso ou entediado.

Galeria:

Trailer:

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