Crítica: Hebe – A Estrela do Brasil (2019)

Hebe - A Estrela do Brasil

Hebe: A Estrela do Brasil é uma cinebiografia divertida e pra lá de emocionante, que consegue conquistar o coração do público e só prova o quão “gracinha” a apresentadora era.

Lançamento 26 de setembro de 2019
DireçãoMaurício Farias
ElencoAndréa BeltrãoMarco RiccaGabriel Braga Nunes

Sinopse:

Hebe Camargo (Andréa Beltrão) se consagrou como uma das apresentadoras mais emblemáticas da televisão brasileira. Sua carreira passou por diversas mudanças ao longo dos anos, mas foi durante a década de 80, no período de transição da ditadura para a democracia, que Hebe, ao 60 anos, tomou uma decisão importante. A apresentadora passou a controlar a própria carreira e, independentemente das críticas machistas, do marido ciumento e dos chefes poderosos, se revelou para o público como uma mulher extraordinária, capaz de superar qualquer crise pessoal ou profissional.

Considerada uma as maiores estrelas da televisão brasileira, a cantora e apresentadora Hebe Camargo ganhou sua cinebiografia de uma maneira diferente, ou seja, o público que assiste esperando acompanhar a história da apresentadora desde seu nascimento até seus últimos dias de vida, vai estranhar logo de cara que o filme tem como objetivo mostrar sua vida pelos momentos conturbados e toda sua luta contra o preconceito.

O roteiro é honesto, ele procura explorar e apresentar ao público todas as qualidades e os defeitos da apresentadora que se tornou uma das mulheres mais importantes da rede televisiva brasileira.

Obviamente que Hebe – A Estrela do Brasil não é um filme que vai agradar a todos, principalmente pela maneira que o diretor Maurício Farias aborda temas que em 2019 se tornou tão popular como a ditadura militar e a corrupção no governo brasileiro. Porém, para os que desejam conhecer um pouco mais da “gracinha” da TV brasileira, o filme cai como uma luva.

De um lado temos a estrela do longa, o roteiro faz com que Andréa Beltrão, que incorpora muito bem os trejeitos de Hebe, tenha todo espaço do mundo dentro do longa. Ela encanta, emociona, sensibiliza e cria uma enorme simpatia por parte do público. Porém, se ele acerta dar o devido espaço para nossa protagonista, ele falha ao apresentar personagens que ficam pouco tempo em tela – Gabriel Braga Nunes é um dos que poderia ter sido mais bem aproveitado e ter tido seu devido destaque dentro do longa.

O filme apresenta drama e humor na medida certa. Faz com que o público se interesse ainda mais pela história contada quando ele aborda a luta da apresentadora contra o preconceito – que infelizmente ainda existe em nossa sociedade. Além disso, um dos principais objetivos era poder mostrar o relacionamento abusivo que a apresentadora vivia, e nisso o filme acerta em cheio.

Apesar do filme ter diversos pontos positivos, ele apresenta momentos que podem causar um leve incomodo no espectador, como por exemplo, o salto temporal que não fica claro se passou um mês ou um ano na vida de Hebe.

É impossível terminar de ver e não sentir o coração transbordando de alegria, saudade e até de indignação pela apresentadora que passou poucas e boas ,e, o público que tanto amava não fazia ideia disso.

Por fim, Hebe – A Estrela do Brasil cumpre com seu objetivo. Ele entretém, da uma aula de história para os velhos e novos fãs da dama da tv brasileira, e prova que Hebe foi uma mulher fantástica, não apenas como apresentadora, mas principalmente como um ser humano. Frente a seu tempo, essa é a palavra que define uma das maiores apresentadoras da tv Brasileira.

Galeria:

Trailer:

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