Crítica: Hellboy (2019)

Hellboy

Tentando criar um caminho diferente das produções comuns de HQs, Hellboy exagera na dose se tornando uma trama arrastada e que não emociona…

Data de Lançamento: 16 de Maio de 2019
Direção: Neil Marshall
Elenco: David Harbour, Milla Jovovich, Ian McShane

Sinopse:

Hellboy (David Harbour) foi criado na Terra por Professor Trevor Broom (Ian McShane), em sua vida adulta o personagem entra em uma crise de identidade ao perceber que luta contra seu povo, se aproveitando disso, a Rainha Sangrenta (Milla Jovovich) reaparece na Terra para causar o apocalipse.

Ao tentar dar um sentido maior ao personagem principal que não seja apenas uma criatura do inferno, o novo reboot cria discussões interessantes para seu protagonista como, os constantes questionamentos de sua origem e a moralidade enquanto escolher um lado para lutar, porém nada disso é aprofundado e não desperta o público, resultando numa falta de empatia (ou identificação) com a criatura.

Adicione isso à diversas tramas criadas sem explicações para tal e a inclusão de personagens que não colaboram para o crescimento da trama, como Alice (Sasha Lane) e Major Ben Daimio (Daniel Dae Kim) dupla que acompanha Hellboy em sua caçada. Alice é apresentada como uma médium que o auxilia em alguns momentos, mas sua presença não é explicada além que, a relação com o protagonista claramente não mostra química alguma. Já para Major Ben, primeiramente é estabelecido como contraponto do personagem principal, e cria-se uma trama secundária (também não explicada), tornando todo roteiro confusão, sem sentido e mais ainda sem emoção.

Sem contar na vilã de Milla Jovovich que não desperta nenhuma reação do público que não seja tédio. Sua personagem tem um propósito, tirana e incansável a Rainha Sangrenta busca vingança em que o protagonista faz parte de seu plano, porém ao longo da trama em que o temível encontro finalmente acontece, é dado pouco importância ao momento, se tornando uma personagem esquecível. Assim como Trevor (Ian McShane), que é o lado emocional de Hellboy, seu pai e sua relação com ele não é aprofundada ao ponto de despertar qualquer sentimento.

O público pode notar que quem mais se esforça para não tornar este filme um fiasco maior é David Harbour, que tentar fazer um personagem descolado, engraçado mas também pronto para briga. Porém com piadas sem graça, sem nenhuma química com qualquer personagem o protagonista perde a força.

E o que talvez seu roteiro não tenha emocionado ou acordado o público para continuar acompanhando a história, sua trilha sonora e direção faz bem de começo. Tornando a trama agitada ao som de diversas músicas de rock, com a violência explícita e cheia de sangue jorrando na tela. O filme usa desses artifícios para manter o público preso à história, mas depois de um tempo essa repetida combinação enjoa, o que para muitos é a desistência completa de concentração.

Por fim, a nova apresentação de Hellboy poderia ter sido relevante mas, ao apresentar tantas tramas sem explicação, personagens secundários sem propósito e uma vilã que não convence o público, seu protagonista perde toda força e importância. E mesmo com alguns bons momentos trash, nem isso salva o personagem de ser engavetado novamente, e de que não seja retirado de lá por um bom tempo.

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