Crítica: Heroin(e) Curta Documentário

Heroínas contra a Heroína

Lançamento: 3 de setembro de 2017
Direção: Elaine McMillion Sheldon
Elenco: Desconhecido

 

A Heroína é uma droga ilícita que causa extrema dependência ao redor do mundo, sendo uma das drogas mais pesadas. Em 2018, concorreu na categoria de Melhor Documentário em Curta Metragem no Oscar, o longa Heroine, um curta que faz uma pequena brincadeira no titulo, para mostrar o principal tema tratado no longa, a droga que destrói a vida de inúmeros jovens, e a luta de três mulheres, três heroínas diariamente para combater o uso da substancia numa cidade que ficou marcada como a que contem os maiores índices de overdose dos Estados Unidos.

Para quem quer assistir uma boa produção, mas não tem muito tempo esse é bem indicado. O longa com cerca de 40 minutos e muito bem aproveitado e desenvolve uma narrativa incrível sobre uma triste realidade de muitos jovens. Inicialmente conhecemos a chefe da brigada de incêndios Jan Rader, da cidade de Huntington no estado da Virgínia, que da o seu depoimento após atender mais um chamado de uma vítima de overdose. Ao longo do depoimento Jan fala sobre a rotina da cidade e a epidemia das drogas que está tomando conta da população, além de relatar alguns dos chamados por conta do grande vício em Heroína da população local, que sofre dez vezes mais que os demais locais do país com a droga ilícita. Apesar da personagem de destaque ser Jan, conhecemos outras duas figuras importantes, a juíza da vara da família Patrícia Keller, e Necia Freman uma mulher que passa alguns dos seus dias nos arredores da cidade buscando ajudar viciados.

Um grande ponto do curta é mostrar como é formada a população da cidade, como um argumento para ressaltar os motivos da forte epidemia de drogas.

Mostrando os traços da cidade esquecida pelo poder público como uma desesperança do seu povo, que acabou buscando outras maneiras para fugir da realidade do desemprego e a falta de investimentos em educação e até mesmo saúde, Jan ressalta que essas se tornam uma das principais consequências para o uso desenfreado da heroína, que matou praticamente uma geração inteira da pequena região.

Em diversas cenas o curta consegue chocar o telespectador ao mostrar uma realidade fora do comum de uma cidade afundada nas drogas, onde as ocorrências de overdose não para por um minuto. Porém apesar de ressaltar esse mergulho, onde jovens acabaram perdendo a esperança por conta disso, existem também os bons depoimentos de pessoas que lutam por outras e por si mesmo, para não ser afetado por esse mal que ronda a cidade de Huntington, como as três personagens principais que criam um vínculo com a população para mudar a realidade local.

Heroine tem um excelência na montagem dos depoimentos e na construção do enredo e a história do documentário, e acima de tudo em mostrar os dois lados de uma mesma palavra, ao mesmo tempo em que é ressaltada a destruição da droga na cidade, e a realidade de muito jovens, existe também uma força em mostrar as heroínas que lutam para reconstruir a população revelando o poder e a empatia dessas três mulheres comuns que se aproximaram do povo para fazer a diferença da na pequena cidade da Virgínia, e tirar essa triste realidade das estatísticas por um luta delas por elas.

Crítica por: Deslange Paiva

Galeria:

Trailer:

Compartilhar: