Crítica: Histórias Cruzadas (2012)

Um drama com temais reais. Um filme digno de Oscar. Mas será que a perfeição pode nos levar ao erro? Histórias Cruzadas mostra que é possível. A obra de Tate Taylor volta à época do ápice da descriminação racial.

Lançamento:  3 de fevereiro de 2012

Direção: Tate Taylor

Elenco: Viola Davis, Emma Stone, Jessica Chastain

Sinopse:

Skeeter decide voltar para Jackson decidida a virar uma escritora. Começou então a entrevistar mulheres negras que deixaram suas vidas para cuidar dos filhos de mulheres brancas da elite, a qual Skeeter faz parte. Uma das entrevistadas foi Aibileen Clark que após conceder a entrevista desgraça a sociedade toda.

O  filme foi  uma das grandes surpresas da bilheteria do ano  de seu lançamento, ficando em segundo lugar nos top 10 logo na sua estreia. Não podemos negar que os números são grandes chamativos, por exemplo, Histórias Cruzadas carregou grande público para as salas de cinema.  A obra se passa em Jackson, uma cidade pequena localizada no sul dos Estados Unidos. E a época? Uma época com grande índice de descriminação racial e conta a história de Skeeter, uma mulher que quer se tornar uma grande escritora.

O drama traz consigo alguns problemas, com o fato dos personagens serem unidimensionais, que seria: ou a pessoa é boa e defende os outros ou ela é terrível e não presta. É 8 ou 80, não temos meio termo.

No elenco temos Emma Stone, que não decepcionou nem um pouco, mas o destaque do filme tem outro nome. Viola Davis. Interpretando Aibileen Clark, e é a primeira a dar entrevista. Se entregando total ao personagem, Viola nos dá até a esperança de possíveis premiações. Além das duas, temos Bryce Dallas Howard, Allison Janney, Sissy Spacek e Jessica Chastain para completar esse time.

O longa possui, além dos erros, grandes atributos dignos de um Oscar, como: ambientação de época, atuações incríveis, trilha sonora  compatível… Dignos do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

O filme é baseado no livro de Kathryn Stockett e foi produzido por Chris Columbus. Merecedor de 3 baldes de pipocas,  a obra se torna boa mas poderia ter sido muito melhor, se o foco fosse outro, além da preocupação de um Oscar.

3 pipocas

Galeria:

 

Trailer:

 

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