Crítica: John Wick 3: Parabellum (2019)

John Wick 3: Parabellum

John Wick 3: Parabellum é o filme mais corajoso da franquia em criar diferentes camadas a seu protagonista, sua química com personagens secundários é certeiro, além de explorar melhor a relação de negócios no submundo.

Lançamento: 16 de maio de 2019
DireçãoChad Stahelski
ElencoKeanu ReevesAsia Kate DillonIan McShane

Sinopse:

Após assassinar o chefe da máfia Santino D’Antonio (Riccardo Scamarcio) no Hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) passa a ser perseguido pelos membros da Alta Cúpula sob a recompensa de U$14 milhões. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado enquanto luta por sua sobrevivência.

Em sua nova saga, Baba Yaga agora corre contra o tempo para reaver sua liberdade após quebrar uma regra da Alta Cúpula. John Wick está sendo caçado, pela recompensa de 14 milhões de dólares e é nesta premissa que se desenrola um dos filmes mais frenéticos e interessantes da franquia.

Meados de 2014, uma produção trouxe Keanu Reeves de volta aos blockbusters e o que poderia ser um filme avulso, se transformou em uma das franquias de ação mais rentáveis e que despertasse o interesse do público. De Volta Ao Jogo, marcou a história de um ex- assassino de aluguel que foi impedido de viver seu luto, e talvez seus últimos dias como uma pessoa comum.

Já John Wick 3: Parabellum, mostra ao público um protagonista que ainda sente as dores da sua perda, mas bem construído o personagem de Keanu Reeves ganha maturidade para enfrentar sua realidade e seu passado, assim como decidir de uma vez por todas que homem quer ser daqui para frente. A questão da moralidade, a dualidade que seu protagonista ganha do pacifismo à violência, de protetor e amigo à novos inimigos, dá a seu personagem diversas camadas para serem exploradas.

Se nos dois primeiros filmes seu personagem parece meio perdido emocionalmente, aqui tudo será definido. Assim como a Alta Cúpula é mais bem explorada com suas regras e consequências e seu jogo de colocar uns contras os outros para garantir que os negócios do submundo fluam normalmente. Seu terceiro filme, dá continuidade aos eventos de Um Novo Dia Para Matar que levam à apresentar diversos outros grupos que pertencem à essa outra Nova York e aparecem na caçada por Baba Yaga, e a outros lugares do mundo para Wick procurar ajuda.

É neste momento que o público pode perceber a química de protagonista com diversos personagens secundários, como Halle Berry (Sofia) que mantém uma dívida com Wick (marca de sangue) que a obriga a ajudá-lo.

Esta é uma das que têm mais tempo em tela para desenvolver sua relação e criar as melhores cenas de ação do filme. O que é válido também para o personagem de Mark Dacascos, que não cansa de dizer à John que são semelhantes e que o mesmo não pode lutar contra isso.

E, enquanto John está em sua jornada, paralelamente Winstom (Ian McShane) e Bowery King (Laurence Fishburne) têm de lidar com a Juíza (Asia Kate Dillon) que os investiga e aplica consequências à ambos por ajuda-lo. E é nesta personagem que está o maior problema de John Wick- Parabellum, o que poderia ser uma vilã bem construída se torna num recurso de roteiro para descrever o que público já têm ciência, tornando sua personagem descartável.

Quanto a termos técnicos, o filme acerta na produção de uma trilha sonora original bem definida, em sua fotografia com cores vivas e neon em contraste com o cinza de Nova York, para manter preso a mente do público a presença do submundo.

A direção sabe utilizar tanto a fotografia como o som ao seu favor para melhorar a experiência do público e cenas de ação em conjunto com a violência explícita mantém o ritmo frenético de John Wick do começo ao fim. Mas há ressalvas quanto a maioria das coreografias de luta, enquanto umas são bem dirigidas e produzidas outras parecem mais preguiçosas, o que pode tirar alguns do ambiente já criado.

Por fim, John Wick 3: Parabellum é o filme mais corajoso da franquia em criar diferentes camadas a seu protagonista, sua química com personagens secundários é certeiro, além de explorar melhor a relação de negócios no submundo.

E mesmo com uma personagem mal utilizada e algumas cenas de violência que não segue a mesma qualidade, John Wick não decepciona em ação, violência e que no final de sua jornada, deixa seu público pedindo mais um filme.

Galeria:

Trailer:

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