Crítica: KIN (2018)

KIN é uma mistura de gêneros que acabam na ficção

Lançamento 6 de setembro de 2018 (1h 43min)

Elenco: Myles TruittJack ReynorZoë Kravitz

Sinopse:

Um ex-condenado e seu irmão mais novo são forçados a fugir de um vingativo criminoso, federais e uma série de soldados de outro mundo. A única proteção que eles possuem é uma arma de antecedência misteriosa. Enquanto coisas estranhas acontecem com os irmãos, uma agente do FBI (Carrie Coon) é chamada para investigar o caso.

KIN traduz as aventuras dos anos 80 com um toque especial de Sci-fi, mas não é inteiramente assim. Durante a trajetória do personagem principal você percebe o quanto os diretores quiseram guardar o “Ouro” do filme para o final, isso ora funciona ora não. No caso desse filme quando chega no fim você realmente fica surpreso, mas o desenrolar fica maçante em certos momentos.

A ideia de trazer um super-herói negro e adolescente é sensacional, e acaba querendo ou não fazendo críticas a questões de legitima defesa e ao racismo, principalmente no cinema. O time de atores deu conta de sustentar o filme sem deixar brecha, Dennis Quaid traz mais um pai sisudo para sua conta. James Franco replica a ideia do traficante mal, e procura uma vingança durante o longa inteiro.

Zoe Kravitz, aparece brilhantemente no papel de uma dançarina de boate, mas a dança não é tão feliz quanto se espera, uma pena, mas a atriz e cantora se supera com olhares profundos que te fazem querer mais. O papel principal fica a cargo de Myles Truitt, e o garoto mostra que seu potencial não é limitado, ainda está começando mas ainda vamos ouvir falar seu nome.

Os diretores e irmãos Josh e Jonathan Baker, nos levam a um ambiente de perigo leve, nada muito ficcional, a não ser no final, mas ai é que está toda a magia do filme.

O final é um momento que te faz querer mais e se perguntar quando vai sair o próximo dessa saga. Os diálogos poderiam ser mais trabalhados, há vários momentos que deveriam ser emocionantes, mas acabam ficando rasos.

O filme faz uma bagunça entre os gêneros, e não é que isso seja ruim, mas você é bombardeado e não sabe o que sentir no todo. KIN ganha três baldes de pipocas, e esperamos que os próximos consigam alcançar quatro ou cinco baldes.

Galeria:

Trailer:

Aspirante a jornalista, metido a crítico. Taurino intenso, viciado em PF da esquina. Amante dos filmes que te fazem refletir, e um eterno bom vivam.

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