Crítica: Kursk – A Última Missão (2019)

Kursk é um filme que funciona nos seus momentos mais claustrofóbicos, mas acaba não ganhando a profundidade necessária para ser mais efetivo

Data de Lançamento: 9 de janeiro de 2020 

Direção: Thomas Vinterberg

Elenco: Matthias SchoenaertsLéa SeydouxColin Firth

Sinopse:

Quando a Rússia resolve fazer uma missão secreta para testar um de seus novos mísseis nucleares, algo da errado e o novo projétil explode deixando um grupo de homens isolados no fundo do mar, sem perspectiva de saída.

Kursk se inicia com uma celebração, que prepara o espectador para que o pior esteja vindo, e é exatamente o que acontece, já que logo na primeira meia hora o submarino explode resultando em muitos homens ficando presos.

Por conta desse acontecimento o roteiro do longa assume dois núcleos, o núcleo dos personagens presos de baixo da água, e o núcleo que foca em suas famílias que sofrem pela falta de informação. A decisão acaba sendo uma faca de dois gumes, já que em momentos funciona, mas em momentos quebra totalmente o ritmo do longa.

A direção funciona nas sequências dentro do submarino, já que o diretor foca em mostrar os efeitos de ficar submerso por muito tempo, e no restante do filme ela acaba auxiliando na narrativa de uma maneira eficaz, mesmo tendo seus defeitos pontuais, como sua repetitividade.

As atuações são medianas e em conjunto com um roteiro não tão interessante, o filme pode acabar soando cansativo por sua duração de quase duas horas.

Por fim, Kursk parece um filme que teve potencial durante sua produção, mas tal potencial não foi abraçado da maneira que podia, resultando em um longa cansativo, que mostra um lado muito singular em um acidente, sem abordar com profundidade todas as consequências de tudo.

Galeria:

Trailer:

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