Crítica: Ma (2019)

Ma

O grande destaque – e que salva Ma de um completo fiasco, é Octavia Spencer, que prova mais uma vez o tamanho de seu talento!

Lançamento 30 de maio de 2019 
DireçãoTate Taylor
ElencoOctavia SpencerDiana SilversJuliette Lewis

Sinopse:

Maggie (Diana Silvers) e seus amigos, todos menores de idade, estão tentando descolar bebidas alcóolicas em um mercado quando conhecem Sue Ann (Octavia Spencer), uma mulher adulta que usa sua identidade para ajudá-los. Além de comprar as bebidas, ela decide oferecer sua casa para que eles organizem uma festa com o pessoal do colégio. Os eventos acabam se tornando uma rotina do grupo, até que os jovens começam a identificar um comportamento estranho da dona da casa, que se torna cada vez mais controladora e obsessiva.

Os filmes de suspense e terror psicológico tem sido produzidos em grande massa na tentativa de conquistar o coração do público e Ma não é diferente, principalmente por optar em trazer Octavia Spencer (conhecida por papéis carinhosos e acolhedores) em um papel que – até então – não fazia parte de seu currículo cinematográfico.

Sem sombra de dúvidas que o que mais chama atenção do espectador em Ma, é o nome de Octavia Spencer, que aqui ela tem de provar todo o potencial que o público já conhece, mas de uma maneira diferente. A premissa é animadora, tensão psicológica e que pretende explorar todos os lados da loucura de nossa protagonista, mas será que da certo?

A resposta fica a escolha do espectador, mas com menos de 30 minutos de rodagem, o público já sabe qual será o desfecho final. Isso acontece graças a um roteiro extremamente rápido e relativamente raso, que não permite que a história se desenvolva como o esperado.

Ainda com esperanças – como todo bom espectador, a tão aguardada reviravolta é colocada em prática. Existe um clima tenso quase que de início e que funciona muito bem para prender a atenção do espectador – esse é sem sombra de dúvidas o ponto forte da produção, que mesmo entregando um roteiro rápido, faz com que seja uma experiência interessante.

Porém, com tantas informações, rapidez e correria, a produção passa a se tornar cansativa para o espectador, isso acontece principalmente pela falta de espaço que todo o elenco tem em desenvolver suas personagens. A única coisa que se sabe, é que nossa protagonista tem uma necessidade de vingança, mas não se sabe o que foi o gatilho de tal situação.

Com um elenco mal trabalhado, o que chama atenção é somente os nomes de Octavia Spencer e de Alisson Janney. Spencer mais uma vez mostra que tem potencial e uma grande desenvoltura para as mais diversas facetas de uma personagem, ela consegue ter seu devido espaço e faz com que o espectador crie simpatia pela personagem. O mesmo não podemos dizer de Janney. A atriz entrega um papel que se tivesse sido desenvolvido, teria dado muitas respostas que o filme deixou em aberto, o que é uma pena.

Se formos falar de atrizes e atores que salvaram uma produção, podemos comparar Spencer com Charlize Theron em Branca de Neve e o Caçador (2012), que mostrou uma força incrível – por carregar toda a produção nas costas.

Com pouca irreverência e vontade, o diretor aborda uma temática pesada de maneira tão superficial, que o que resta para o espectador é se agarrar a tensão apresentada, e nada além disso.

Por fim, Ma não é um filme ruim, longe disso! Ele é um filme mal desenvolvido e explorado, mas que serve como uma ótima experiência para o público ver o talento e potência de Octavia Spencer a todo vapor que salva o filme de beirar um completo fracasso.

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