Crítica: Na Mira do Atirador (2017)

Um thriller de guerra sem mensagem, apenas um psicopata e seu rifle.

Lançamento: 22 de junho de 2017
Direção: Doug Liman 
Elenco: Aaron Taylor-Johnson, John Cena, Laith Nakli

Sinopse:

Dois soldados americanos são encurralados por um atirador iraquiano no meio do deserto. Enquanto os americanos sofrem com seus ferimentos e a desidratação pelo calor do deserto, o iraquiano se diverte e tortura os soldados psicologicamente.

No mesmo ano em que Doug Liman refaz sua parceria com Tom Cruise para lançar o ótimo “Feito na América”, ele também lança o thriller de guerra “Na Mira do Atirador”, longa que relembra o raro momento em que Joel Schumacher acertou a mão e ainda por cima alavancou a carreira de Colin Farrell, com o clássico “Por um Fio” (2002).

Na Mira do Assassino é um thriller seco e com um ritmo incrivelmente lento, mas se a lentidão algumas vezes pode ser algo negativo, aqui ela se torna algo positivo. Já que o ritmo lento funciona apenas para colocar uma tensão a mais em quem assiste, desse modo, a uma hora e meia de duração do filme é quase como se fossem duas horas de pura tensão e angústia.

A trama gira em torno de dois soldados americanos que foram encurralados por um atirador iraquiano no meio do deserto. A missão consistia em procurar um atirador que estava atrapalhando a construção de um oleoduto, algo simples que estava se revelando improdutivo depois das 20 horas em vigilância e nenhum sinal dele. Mas para a grande surpresa dos soldados americanos o atirador iraquiano era um profissional e já conhecido pelo seu nome de guerra Juba (voz de Laith Nakli), fazendo assim com que os dois soldados ficassem isolados e totalmente sem contato com a base.

Apesar da premissa semelhante com o clássico de Joel Schumacher, o longa de Doug Liman possui uma essência menos popular, já que o filme carece de momentos enérgicos e conta apenas com o diálogo entre o atirador iraquiano e o soldado americano Isaac (Aaron Taylor-Johnson). A diálogo entre os dois é seco e mesmo sendo tendo como pano de fundo a Guerra do Iraque, a menção dessa disputa é pouco mencionada, fazendo do iraquiano apenas um psicopata com desejo de matar americanos.

Para aqueles que acompanham o trabalho de Liman sabem que seu modo de direção é frenético, por tanto esses mais aficionados por uma ação podem achar o filme pouco empolgante, mas ainda assim o embate psicológico entre os dois soldados é um grande atrativo. Principalmente devido a atuação de Aaron Taylor-Johnson, que após “Animais Noturnos” mostrou-se como um ator competente para o drama.

Na Mira do Atirador está longe de ser um filme de ação com cenas recheadas de explosões, mas sim um bom thriller de guerra que não está tentando pregar uma mensagem anti-guerra ou mesmo pró, o longa quer apenas entreter e contar uma história sobre um psicopata e seu rifle.

Quatro baldes de pipocas.

4 pipocas

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