Crítica: Noite de Lobo (2018)

Crítica: Noite de Lobo (2018)

é um filme um pouco confuso para quem está assistindo de forma rasa e superficial, cada detalhe conta deve ser levado em consideração.

Direção: Jeremy Saulnier

Lançamento: 22 de setembro, 2918

Elenco: Alexander Skarsgard, Riley Keough, Jeffrey Wright, Macon Blair

Sinopse: 

No inverno sombrio do Alasca, um naturalista e autor de um livro sobre caça de lobos (Jeffrey Wright) é convocado por uma mãe que acaba de perder seu filho para os lobos da região e ela quer que ele cace o lobo que supostamente matou o menino. porém ele se vê em meados de uma grande mistério.

Noite de Lobos é um filme diferente. É unica forma cabível de explicar a impressão que esse filme passa. definitivamente é diferente d qualquer outro filme original que a Netflix já lançou, tem uma clima tenso e um mistério que precisa de tempo para digerir, também tem uma aparência muito superior a outros filmes da plataforma, com a imagem limpa e cenários magníficos. Mas como é o filme em si?

O filme começa direto ao ponto, já mostra que houve uma interação entre o menino e um lobo e logo depois já corta para o autor do livro dobre caça dentro do avião. Esse é o tipo de direção durante todo o filme, bem direto e sem enrolação, o que faz com  que o clima pesado e já monótono da historia seja bem mais fácil de acompanhar.

Apesar disso, o filme é um pouco confuso, o que aparenta ser de forma proposital, pois ele te deixa sem respostas claras ao final de tudo. coisas acontecem e você tenta montar o que está acontecendo e para onde a historia vai. O mistério inicial, sobre o que haveria acontecido com o menino, é o mais obvio de se resolver e inclusive é resolvido bem no inicio do filme. deixando o publico confuso para onde mais esse filme irá.

As atuações são impecáveis. Alexander Skarsgard, como sempre, mostra que é um excelente ator, suas cenas são tensas e e sua atuação é intensa, seu olhar é penetrante e com poucas falas já se entende o que ele está sentindo. É uma pena que ele ainda só brilhe nesses filmes alternativos e independentes de que suas empreitadas em filmes grandes não tenham sido tão reconhecidas como a de seu irmão Bill, que interpreta Pennywise, pois ele tem bastante chance e potencial de ser um grande ator.

Jeffrey Wright também está excelente no filme, assim como todo o elenco. Riley Keough não teve tanta chance de brilhar pois ela some do filme por uma boa parte, mas ainda assim, nos momentos em que está presente, ela é bastante crível como a mãe atormentada e solitária do menino, você sabe que tem algo estranho com ela.

A cinematografia também é outro ponto que se destaca no longa, as montanhas  nevosas do Alaska e a vida  que ali se encontra forma uma deslumbrante paisagem. que ao mesmo tempo parece solitária e tenebrosa. A direção faz um bom trabalho capturando a essência do sentimento do local. As cenas fora desse ambiente também são muito bem fotografadas e bonitas.

No geral é um filme um pouco confuso para quem está assistindo de forma rasa e superficial, cada detalhe conta deve ser levado em consideração, e não é recomendável para quem quer apenas se distrair, por mais que seja fácil e confortável de assistir, pois o filme engaja bastante, mas sempre com um clima tenso. A história é um pouco confusa, mas de forma proposital, o filme é bem fechado e trabalhado e com certeza é um dos melhores Netflix já lançou.

 

Galeria:

Trailer:

Compartilhar: