Crítica: O Chamado do Mal (2018)

O Chamado do Mal prova que apesar da falta de originalidade, um bom e rápido entretenimento não faz mal a ninguém… ou será que faz?
Lançamento: 6 de dezembro de 2018
Direção: Michael Winnick

Elenco: Josh StewartDelroy LindoBojana Novakovic

Sinopse:

Um professor universitário e sua esposa, que estão prestes a ter um bebê, serão os responsáveis por um ato com consequências horrendas: eles liberam, involuntariamente, uma entidade maligna com pretensões perigosas.

É fato que após o estrondoso sucesso da franquia Invocação do Mal, o gênero do terror conseguiu dar uma “renovada” e e voltou a conquistar o coração não apenas dos amantes do gênero, mas também do grande público que ao notar os créditos finais subindo, acaba saindo com uma sensação de satisfação da sessão de cinema.

Diversos filmes no estilo da franquia foram e continuam sendo lançados, tudo isso com a ideia de ganhar ainda mais a fidelidade do público, e claro, poder lucrar mais do que o esperado. Porém, em O Chamado do Mal , a “fórmula do sucesso” pode não acontecer como o esperado.

A história é cliché. Ela roda em torno de um casal que se muda para uma pacata cidade, estão prestes a ter um bebê, mas acabam sendo os responsáveis pela libertação de um terrível espírito que tenta de todo jeito acabar com suas vidas. O desafio do casal então é apenas um: conseguir sobreviver.

A história começa de maneira lenta e com poucos detalhes, o que consegue prender a atenção do espectador e despertar interesse pela história – que apesar de notar grandes referências ao clássico Horror em Amityville decide ficar até o fim. De um lado temos o jovem casal professor Adam e Lisa, e de outro lado temos uma casa que é cedida pela universidade local para que eles possam se estabelecer e viver em paz, mas que ninguém mora lá por alguns anos.

É certo dizer que a história da casa amaldiçoada fez e faz parte de muitas produções, e que claro, cai na graça do público, porém, em O Chamado do Mal, a falta de informação faz com que o filme sofra grandes picos em seu roteiro e divida opiniões.

Inicialmente tudo começa a ser explicado o porquê da casa ser “abandonada”, ou melhor dizendo, porque nenhum professor fica nela por muito tempo. Isso é contado pouco a pouco no decorrer do filme pelo professor de parapsicologia Dr. Clark. Porém, como o público sabe, o ceticismo faz parte da “exatas” e isso faz com que o Prof Adam não acredite em nada do que lhe é contado, correndo assim na contramão do que sua esposa está acreditando.

A partir do momento em que o espírito passa a aterrorizar a vida do casal, o espectador consegue ver a junção de diversos filmes (a livre escolha) em um só e isso acaba fazendo com que o tédio apareça e marque presença no espectador, afinal de contas, ele já viu aquela cena em algum outro filme com algum outro personagem, só não sabe qual escolher.

O elenco tenta salvar o filme de um possível desastre, mas não consegue despertar a famosa empatia do público. A começar pelo casal protagonista Josh Stewart e Bojana Novakovic. Josh se sai bem enquanto o homem cético, futuro pai de família e apaixonado pela esposa, porém falha ao tentar entregar uma atuação ao estilo Patrick Wilson em Invocação do Mal.  Por outro lado, Bojana não se sai tão bem, não consegue conquistar o coração do público nem nos momentos de drama familiar, o que é uma pena.

Josh Stewart já é conhecido pelo público, ou seja, não é uma novidade para a indústria. Porém, se em determinado momento do filme seu personagem consegue prender a atenção e ganhar a simpatia do público, do terceiro ato para o final ele acaba sendo um personagem relativamente irritante, mas se salva no quesito empatia.

Se Novakovic já nos apresentou papeis interessantes em Westworld e Eu,Tonya , em O Chamado do Mal a atriz fica a desejar e não fica claro se é devido a sua personagem ou a escolha da produção em não explorar um pouco mais sua história que tinha tudo para marcar presença no filme.

Sem grandes pretensões e originalidade, o roteiro deslancha de momentos inteligentes e bem trabalhados à momentos de total previsibilidade, prova disso é a escolha da produção em apostar em jumpscare ao lado do jogo de som alto.

Com diversos fios soltos pelo roteiro, o filme acaba incomodando o espectador que estava tão ansioso por ver algo que até então não havia sido apresentado.

Apesar de todos os momentos clichés, O Chamado do Mal consegue exercer bem o seu papel: ele entretém e prende a atenção do espectador (quase) de início a fim, o que acaba sendo um ponto positivo para toda a produção, mas não se salva de entrar na lista dos filmes que logo serão esquecidos pelo público.

Galeria:

Trailer:

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