Crítica: O Doutor da Felicidade (2018)

O Doutor da Felicidade

O Doutor da felicidade, é o malandro que te conquista.

Lançamento: 18 de julho de 2018
Direção: Lorraine Levy

Elenco: Omar SyAlex LutzAna Girardot

Sinopse:

Numa pequena aldeia francesa, o ex-criminoso, e agora médico, Knock (Omar Sy) convence a população saudável de que eles estão sofrendo de doenças, encontrando ou criando sintomas para todos. Mas as coisas começam a mudar quando ele conhece Adèle (Ana Girardot).

Alguns podem dizer que o personagem Knock é um vigarista até quando termina o filme, o que não deixa de ser verdade, mas contudo ele nos conquista do começo ao fim, pelo seu humor e bom coração. Omar Sy (Os intocáveis, Chocolate) brilha nesse papel, principalmente porque já está acostumado a fazer personagens malandros, ele transforma médico eticamente contestável em um mocinho que te conquista até a última cena, ou pelo menos provoca uma ilusão disso.

O clássico francês adaptado diversas vezes nos palcos e nos cinemas “Knock ou le Triomphe de la Médecine”, escrita por Jules Romains em 1923, é interpretada como uma crítica à medicina transformada em comércio, e a hipocondria do povo, mas no fundo só é uma procura da felicidade incessante de uma pessoa que não teve muitas escolhas até ali.

O Doutor da Felicidade é pra quem gosta de colecionar filmes, é uma bela indicação, apesar de ter sido injustiçado nos cinemas do mundo, vale a pena ver. O filme é surpreendente, pois te faz rir com coisas sucintas do dia a dia de um pequeno vilarejo, como um carteiro que lê as cartas de todos, ou a ninfomaníaca mulher do farmacêutico.

Os únicos momentos do filme que leva uma seriedade ampla é nos momentos em que Adèle aparece, Ana Girardot (O homem ideal, Na próxima acerto o coração) interpreta uma frágil e explorada camponesa que conquista o médico a primeira vista, mas esse amor é logo interrompido por uma doença avassaladora, e o inevitável é a torcida pelo casal.

No elenco temos grandes nomes do cinema Francês como Michel Vuillermoz (Orgulho e preconceito,Nos vemos no Paraíso), Sabine Azéma (Amores Parisienses, Medos privados em lugares públicos) e Hélène Vincent ( A liberdade é azul, A liberdade é azul) o que só acrescenta a esse ritmo de humor que te faz levantar leve do sofá.

Galeria:

Trailer:

Aspirante a jornalista, metido a crítico. Taurino intenso, viciado em PF da esquina. Amante dos filmes que te fazem refletir, e um eterno bom vivam.

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