Crítica: O Orgulho (2018)

O Orgulho

O Orgulho é especial, a forma como trata a palavra, o cinema e a opressão, é uma aula de estímulo.

Lançamento 19 de julho de 2018
Direção: Yvan Attal

Sinopse:

Neila Salah é uma jovem que cresceu em Creteil e sonha em ser advogada. Desde o primeiro dia de aula na renomada Faculdade de Direito de Paris, ela se depara com Pierre Mazard, um professor conhecido pela sua má conduta que, para se redimir, aceita ser seu mentor em um concurso. Porém, ambos precisam enfrentar seus preconceitos.

É incrível como as palavras tem poder, e quando se compreende isso de forma ampla percebe-se que o difícil mesmo é falar de forma simples as coisas. E mesmo que quiséssemos falar de forma simples e clara desse filme necessário, não seria possível. O orgulho é especial, a forma como trata a palavra, o cinema e a opressão, é uma aula de estímulo.

Neyla Salah (Camélia Jordana) é simplesmente uma jovem que tem um sonho, e mesmo sofrendo preconceito por suas origens e pela descrença de seus amigos ela persiste.

A palavra é retratada principalmente pela dialética, a arte de discutir e usar argumentos lógicos, e te faz questionar se em qualquer tipo de discussão alguém possa sair ganhando, e o que se ganha e como.

Camélia Jordana, já apareceu em Pessoas-Pássaro e Papai Por Acaso, e mostra que não tem só uma bela voz mas é também uma atriz encantadora. Durante o longa ela faz dupla com Daniel Auteuil que é reconhecido como um dos melhores atores do cinema francês, e as faíscas dos dois não te fazem morrer de rir, mas são interessantíssimas

Yvan attal, o diretor, não nega que depois de quase 40 filmes que já participou, se aprimora cada vez mais, e que foi feito para estar tanto atrás quanto na frente das câmeras.

O Orgulho deve ser visto,ele é lindo e inspirador.

Galeria:

Trailer:

Aspirante a jornalista, metido a crítico. Taurino intenso, viciado em PF da esquina. Amante dos filmes que te fazem refletir, e um eterno bom vivam.

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