Crítica: O Peso do Passado (2018)

O Peso do Passado tenta focar em sua personagem principal, porém seus recursos dão ao público uma história policial frustante…

Lançamento: 17 de Janeiro de 2019

Direção: Karyn Kusama

Elenco: Nicole Kidman, Toby Kebbell, Tatiana Maslany e Sebastian Stan

Erin Bell (Nicole Kidman), antiga delegada da polícia local entra em uma missão arriscada junto com Chris (Sebastian Stan). Porém ela não contava com um acidente que ia marcar sua vida, anos depois agora como investigadora ela decide ir atrás dos culpados.

Em sua jornada para vingança a personagem de Nicole Kidman, apesar de bem caracterizada demora para convencer os espectador de sua personagem “Bad Ass”. Há sim, o sentimento de culpa e de tristeza e isso Kidman consegue passar com perfeição ao público, mas sua personagem não tem força ou presença de alguém perigoso.

O peso do passado segue linha narrativa que intercala entre o passado e o presente, apresentando personagens chave na história antes e depois do ocorrido. Porém, a histórias desses personagens secundários se torna muito mais interessante que a de Erin Bell. São eles Silas (Toby Kebbell), Petra (Tatiana Maslany), Arturo (Zach Villa) e Toby (James Jordan).

Eles são construídos para dar base ao que sua personagem principal é no presente, mostrando que Erin tem tanta responsabilidade quanto eles, que tinha os mesmos ideais e não se diferencia por ser uma oficial. Exemplo é o personagem Silas, que é o mais usado em flashbacks para justificar sua culpa.

Outro personagem como exemplo é Chris, que é usado como o amor proibido de Erin e o motivo para uma protagonista amargurada e com sede de vingança. Porém, seu personagem aparece em meras cenas e não tem identidade ou química com sua protagonista.

No decorrer da trama, O Peso do Passado não entrega o nível de tensão e não consegue prender o público com seu recurso narrativa o criado, o que leva ao tédio. No fim, tenta recuperar com um plot twist que torna toda história mais confusa ainda ao espectador.

Já sua trilha sonora e direção cumprem aquilo que seu roteiro não faz. As cenas de ação e violência mostram uma cidade de Los Angeles decadente, individualista e com espírito livre. Mas isso não é suficiente para convencer o público.

O Peso do Passado é um filme com boa premissa, e discussões a serem feitas quando o assunto é justiça com as próprias mãos. Mas se perde ao dar identidade a sua personagem principal, decorrendo de secundários para tornar a história mais interessante. E, ao tenta consertar consertar seu roteiro repetitivo deixa o espectador mais confuso ainda, se tornando uma experiência frustante.

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