Crítica: O Predador (2018)

O Predador
O Predador é carregado de elementos viscerais, mas que não ajudam a melhorar a produção. 
Lançamento: 13 de setembro de 2018 
Direção: Shane Black

Sinopse:

Os mais letais caçadores do universo estão mais fortes, mais inteligentes e mais mortais do que antes, tendo se aperfeiçoado com o DNA de outras espécies. Quando um jovem acidentalmente causa seu retorno à Terra, apenas uma equipe improvável de ex-soldados e uma bióloga podem evitar o extermínio da raça humana.

O filme é carregado de cenas de ação na floresta, as explosões e é muito divertido acompanhar esse grupo tosco em sua tentativa de salvar a Terra de alienígenas de dreads e seus cachorros imensos. As piadas e brincadeiras são legais, mas a história parece bastante vaga e se espalhou por vários tópicos narrativos diferentes que nunca se somam.

O novo filme não tem nada a dizer sobre o universo, os personagens são simpáticos, porém rasos, e os comentários fora de contexto sobre o aquecimento global parecem inapropriados. Ninguém tem um motivo claro, incluindo o próprio Predador, e isso contribui para uma visão confusa e sem tensão.

O humor de Shane Black é bem cruel, mas cumpre seu papel quando transmitido por personagens simpáticos. No entanto, nenhum desses personagens tem muito a ser apreciado e, embora algumas piadas absurdas tenham sido feitas, o tom do filme dá a impressão de que os escritores almejam preguiçosamente alvos fáceis, atirando piadas sobre autismo e saúde mental por toda parte.

Sterling K Brown e Trevante Rhodes são os artistas de destaque do filme. Naturalmente carismáticos, eles fazem parte das piadas e conseguem fazer com que seus personagens pareçam mais tridimensionais que o papel em que foram escritos. Olivia Munn também oferece um desempenho divertido como bióloga, que foi convidada para examinar amostras da nave do Predador e acaba ajudando a eliminar o vilão.

Por fim, O Predador é ousado por ter sangue de verdade, pessoas cortadas e a metade de intestinos lentamente se desenrolando, cabeças com colunas arrancadas de corpos e pessoas picadas em pedaços por monstros furiosos.

É importante lembrar que o filme tem que ser bom mesmo sem o sangue. Estes elementos viscerais não ajudam a melhorar a produção.

Nota:
 

Galeria:

Trailer:

Jornalista que vive a base de café, loucura e chocolate, 22 anos de Mc Donalds na veia. Viciada em Beyoncé e filmes de terror. 

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