Crítica: O Regresso (2016)

Chocante, avassalador, tocante e forte. Essas são as palavras de um filme que seu protagonista mereceu o Oscar. E que dizer de um filme que fala por si só? Fala em suas imagens, paisagens, atuações e situações. O Regresso foi baseado em fatos reais, então já se pode imaginar como foi forte fazer e assistir tal obra, não é mesmo?

Lançamento: 4 de fevereiro de 2016
Direção: Alejandro González Iñárritu
Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson

Sinopse:

1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

A instável floresta de DiCaprio … Pegue um saco de pipoca bem grande, uma boa posição e se junte a nós nesta incrível jornada.

A história é real; foram incríveis 12 indicações ao Oscar 2016; o papel foi pesado, sofrido e mais desafiador que Leonardo DiCaprio desempenhou; na direção de Alejandro G. Iñárritu – vencedor do Oscar do ano passado com “Birdman” – ele usa e abusa de recursos que só o seu detalhismo pode nos oferecer, como incríveis planos-sequência, cenas com exuberantes paisagens envoltas às tensões e às angústias humanas, além de ter o poder de deixar interessantíssima e nada lenta uma produção de duas horas e 36 minutos de duração, cujo protagonista fala muito pouco ou quase nada.

Seu roteiro é envolvente e instigante a cada segundo e as cenas mais sangrentas, mais selvagens e se observadas do ponto de vista da sobrevivência, tornam-se poéticas até demais.

Sinceramente, o DiCaprio não precisava de Oscar, ele precisa é fazer mais filmes como este para nos brindar com seu talento e inteligência demonstrada em cada personagem que lhe é dado.

 

Trailer:

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