Crítica: O Rei do Show (2017)

“I am brave, I am bruised, I am who I’m meant to be, this is me…”

Lançamento: 25 de dezembro de 2017

Direção: Michael Gracey

Elenco: Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron

Sinopse:

De origem humilde e desde a infância sonhando com um mundo mágico, P.T. Barnum (Hugh Jackman) desafia as barreiras sociais se casando com a filha do patrão do pai e dá o pontapé inicial na realização de seu maior desejo abrindo uma espécie de museu de curiosidades. O empreendimento fracassa, mas ele logo vislumbra uma ousada saída: produzir um grande show estrelado por freaks, fraudes, bizarrices e rejeitados de todos os tipos.

Se você é um grande amante do cinema assim como nós, deve se lembrar que os musicas eram obras que dominavam a indústria cinematográfica quando a mesma surgiu. Quando os anos 70 se iniciaram, esses mesmos filmes foram perdendo espaço para então as obras dramáticas, e desde então, vários gêneros surgiram e todos foram ganhando o seu espaço. No final de 2016, tivemos La La Land, a obra de Damien Chazelle que fez com que o interesse do público para as obras “cantadas”, renascesse. Um ano depois, temos O Rei do Show, uma obra que embarca nessa onda, e que tinha de tudo para ser um grande filme.

O filme de Michael Gracey, traz a história de P.T. Barnum, mais conhecido como o “pai do showbusiness”, e o dono do maior circo de horrores dos Estados Unidos no século 19. No longa, temos Hugh Jackman como Barnum, que após 4 anos volta a viver papéis em obras musicais. Se você acha que o filme aborda apenas  a época boa da coisa, está enganado. Michael Gracey fez questão de acompanhar a trajetória do empresário desde que ele era criança, quando o mesmo já sonhava em fazer parte da grandiosa alta sociedade do país.

 

O Rei do Show conta com musicas encantadores embalados com as canções escritas de Benj Pasek e Justin Paul, a mesma dupla de La La Land, junto com John Debney e Joseph Trapanese. Quando dizemos que o filme se enquadra no gênero “drama”, podemos dizer que as canções causam um certo impacto em quem vê, além de que conseguimos sentir a magia toda do showbusiness.

Nem tudo é perfeito, e o filme tinha tudo para ser sensacional, porém sua grande falha se encontra no roteiro. Na vida real, Barnum, era uma pessoa arrogante, grosso com seus funcionários. Já no filme ele é um sonhador, que abraçou todos os necessitados de sua cidade e lhes deu uma chance de serem melhores – o que não é verdade. Para não se tornar um filme chato, que aborda só a perfeição da vida, a história nos dá alguns conflitos, e é aí que o verdadeiro empresário aparece. O grande problema de aí retratar quem ele realmente era, é que tudo aquilo que construímos sobre ele, se vai por água abaixo.

A obra tenta abordar alguns temas, porém tem medo de aprofundar eles. Um dos temas é o racismo nos EUA no século 19, que tinha tudo para ser um dos elementos mais interessantes da trama, mas acaba sendo deixando de lado, sem muito o que falar sobre, fazendo com que a cena que envolve dois personagens ficasse sem fim. O único tema que o filme realmente se aprofunda é o  debate entre cultura popular e cultura erudita.

O Rei do Show tinha tudo nas mãos para ser um grande musical como La La Land, mas acaba sendo apenas mais uma história sobre a meritocracia. É um filme mediano, mas que nos dá belas musicas.

O filme é merecedor de 03 baldes de pipocas.

3 pipocas

O Rei do Show foi indicado para o Oscar 2018 na categoria de Melhor Canção pela música: This Is Me.

Galeria:

Trailer:

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