Crítica: O Show de Truman – O Show da Vida (1998)

Truman Burbank é um dos maiores personagens de Jim Carrey e juntamente do diretor Peter Weir, traz um filme retratando a alienação da sociedade sob o efeito da mídia.

Data de Lançamento: 30 de Novembro de 1998
Direção: Peter Weir
Elenco: Jim Carrey, Laura Linney, Ed Harris, Narascha McElhonne, Noah Emmerich.

Sinopse:

Trumam Burbank (Jim Carrey) vive uma vida simples com sua esposa Maryl Burbank (Laura Linney). Trabalhando como um vendedor de seguros ele começa a estranhar algumas coisas ao seu redor na cidade onde mora, entre seus amigos e até mesmo com a sua esposa. Quando ele conhece a misteriosa Lauren (Natasha McElhone) ele descobre que a sua vida inteira na realidade foi um grande Reality Show, monitorado por câmeras e transmitido 24 horas em rede nacional.

O Show de Truman é do mesmo diretor de Sociedade dos Poetas Mortos e o drama de guerra Gallípoli pior estratégia de guerra comandada por Winston Churchill. O nome atrás das câmeras nesses três casos é Peter Weir e em ambos é inegável a presença de uma característica muito marcante: um inconformismo diante de um aspecto da conjuntura social. Mais especificamente aqui em O Show de Truman: O Show da Vida Peter Weir se mostra espantado com o aprisionamento que o sistema causa nos seres humanos trabalhadores e faz isso através de uma comédia dramática, uma comédia com tons de sarcasmo que nos provoca risadas nervosas por sabermos que vivenciamos aquela realidade e de certa forma, rir daquilo é rir de sua própria situação cotidiana.

O acompanhamento em tempo real da vida de Trumam Burbank por toda a população é uma crítica ao sistema capitalista que se utiliza de aparelhos de comunicação, desde o rádio e hoje em dia por televisão e redes sociais, para direcionar e moldar a sociedade de acordo com seu desejo, buscando eliminar o senso crítico e os valores éticos de cada indivíduo. Muito bem retratado no filme, a população não se preocupa com os direitos básicos do protagonista, brilhantemente interpretado por Jim Carrey, que aos poucos muda seu tom de humor conforme vai comprovando ainda mais que o que ele vive não é a realidade. A população assiste o que a TV tem interesse em mostrar de acordo com a vontade dos anunciantes e dos valores ditados pela regra básica da oferta e demanda em que aqui o que mais importa é a audiência.

Quando a TV atinge o objetivo de cegar o seu público, ela elimina qualquer tipo de reflexão individual que cada um pode ter e abre espaço para manipular o que cada um consome, compra e se entretêm. Dá para traçar um paralelo com a população atual através do que a religião também faz, mas não entremos nesta discussão.

Peter Weir possui um tom cômico que faz um tema sério e preocupante se tornar leve. Na frente das câmeras, Jim Carrey mostra o grande talento que tem não só nos papéis de comédia, como também nos papéis dramáticos. Juntos, diretor e ator tornam O Show de Truman um retrato contemporâneo, até mesmo hoje em dia, 20 anos depois de seu lançamento, da alienação do ser humano na sociedade moderna diante dos veículos de comunicação que ditam novos valores éticos e morais em troca dos individuais. Curiosamente, sem querer moldar nenhum pensamento, digo que é um filme obrigatório para todos os fãs de cinema.

“Tenham um bom dia, uma boa tarde e uma boa noite!”

Merecedor de 5 baldes de pipoca.

5-pipocas

Crítica por: Natan Gabriel

Galeria:

 

 

Trailer:

Editor-Chefe do Clube Das Pipocas. Beth? Eu também sou a Beth!. Paulista, virginiano, pós graduado em Memes da Vida, ácido, metido a crítico de cinema, apaixonado pela sétima arte e amante do café.

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