Crítica: Os Dois Filhos de Joseph (2019)

Os dois filhos de Joseph é um filme que peca por sua repetição, mas se favorece de uma atmosfera interessante e imersiva por conta de sua bela fotografia e direção

Lançamento: 1 de Agosto de 2019

Direção: Félix Moati

Elenco: Mathieu Capella, Benoît Poelvoorde e Vincent Lacoste

Sinopse:

Joseph é um pai solteiro, que cuida de Ivan e Joachim e tenta sua carreira como escritor. Mas por negligência e problemas de índole, o garoto mais novo fica em duvida se deve confiar em suas duas figuras nas quais antes se espelhava.

Os Dois Filhos de Joseph toca em uma ferida bem diferente, sua história gira em torno do como aqueles homens se comportam com relação a sua sexualidade, e com relação a sua índole no que diz questão as mulheres.

O maior ponto do filme, fica em mostrar como as relações familiares influenciam a formação de crianças e adolescentes, e as consequências disso no futuro.

Ivan e Joachim são dois mulherengos viciados em realizar atos sexuais. O que faz com que a trama de Ivan seja bizarra, já que ele possui somente 13 anos, e se descreve como desesperado por isso. Enquanto seu pai parece já ter feito muito disso durante sua vida, como descrito por ele mesmo em seu rascunho de livro

O grande problema do filme é seu roteiro raso, que coloca os personagens em situações repetitivas durante o desenrolar da trama, isso faz com que os protagonistas sejam mal desenvolvidos e virem desinteressantes.

As atuações de Mathieu Capella, Vincent Lacoste e Benoît Poelvoorde como Ivan, Joachim e Joseph respectivamente, entregam o que o roteiro pede. Por vezes Joachim parece inexpressivo mas isso acaba soando como característica do próprio personagem.

A direção do filme é interessante, e foca muito no ambiente e a interação impessoal dos personagens principais com elementos que os cercam, assim como a trilha sonora, que mesmo repetindo músicas consegue compor espaços e cenas muito coesas, ditando o tom do filme como algo que fica na beira da comédia e na beira do drama as vezes.

Por fim, o filme é interessante, e entretém por sua uma hora e meia de duração, mas soa forçado em diversos momentos. O desfecho do último ato fica em aberto, mas seu desenvolvimento não cativa o suficiente para que o espectador pense muito além do que parece previsível para os personagens.

Galeria:

Trailer:

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