Crítica: Pokémon: Detetive Pikachu (2019)

Pokémon: Detetive Pikachu

Extremamente fofo, Pokémon: Detetive Pikachu traz o universo pokémon para os cinemas de um jeito diferente e, para a surpresa de muitos, bastante satisfatório. Com muita ação, comédia e algum drama, o longa com certeza vale o ingresso.

Lançamento: 9 de maio de 2019 (Brasil)
Direção: Rob Letterman
Elenco: Ryan Reynolds, Justice Smith, Kathryn Newton

Sinopse:

Após o misterioso desaparecimento de Harry Goodman, policial dado como morto na explosão de um laboratório secreto, o jovem Tim Goodman viaja até Ryme City, onde humanos de pokémon vivem harmoniosamente, para se despedir e limpar o apartamento do pai. Lá, ele descobre um Pikachu vivendo nos aposentos do antigo parceiro, este tendo certeza que o dono ainda está vivo. Juntos, Tim e o detetive Pikachu vão atrás das pistas que Harry deixou para encontrá-lo.

Ridiculamente divertido e muito, muito fofo!, Pokémon: Detetive Pikachu é um filme família, harmonioso e muito engraçado, que traz para as telonas o universo Pokémon de uma forma nunca antes explorada, e até mesmo arriscada, se pensarmos na dificuldade de trabalhar com seres animados – sobretudo de uma franquia tão grandiosa – e humanos em cena, mas que resulta numa experiência agradável e emocionante.

Com direção do veterano Rob Letterman, responsável pelo marcante “Monstros Vs. Alienígenas” (2009) e co-diretor de “O Espanta Tubarões” (2004), o longa tem um ritmo muito acertado, com piadas divertidas, bom uso do CGI nos monstrinhos (aquele Pikachu é absolutamente perfeito, lindo e toma cafézinho, que amor!), e um roteiro que, embora nada demais (é um filme para crianças, não espere o novo Cidadão Kane), possui todos os elementos que precisa: bastante ação, comédia pontual, alguns bons plot twists (este que vos fala foi pego de surpresa) e um desfecho reconfortante.

E o longa leva muito a sério o título Pokémon: Detetive Pikachu, pois é um filme policial até classudo, embora bobinho. Existe ali o mistério, as pistas a serem seguidas, os informantes a interrogar, um vilão a ser detido e etc. Sem nunca esquecer que é um filme infantil – alguns momentos são bastante bobos mesmo – o roteiro desvenda o caso e, paralelamente, uma amizade clássica entre o menino e seu pokémon se desenvolve. Sabe aquela coisa de “eu sou seu parceiro, conte comigo pra tudo, mesmo que eu vacile às vezes”? Está presente aqui, e soa muito bacana, de verdade.

Vale destacar [sem spoiler] a cena no jardim de Torterra, que é realmente divertida e visualmente ótima. Só é pouco incômodo que eles tenham feito alguns moldes de pokémon em CGI e reciclaram várias vezes.

Assim, existe uma boa quantidade de monstrinhos, mas o espectador vê uns trinta do mesmo ao longo do filme, não há muita variedade. Mas é entendível e, de qualquer forma, não seriam usados na história mesmo.

Concluindo, Detetive Pikachu é doce, inofensivo, usa bem os elementos que possui e, no saldo, é um longa que definitivamente vale assistir no cinema. Afinal, como dizer “não” ao Pikachu, não é mesmo? E a dublagem (nacional ou não) é muito legal, então não se preocupe se só tiverem sessões dubladas na sua região. Corra para o cinema e confira essa fofura e, quem não for, vai levar um choque do trovão!


Galeria:

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