Crítica: Safári (2018)

A caça nunca foi tão interessante

Lançamento: 14 de junho de 2018
Direção: Ulrich Seidl

Sinopse:

Em meio a grande selva da África, turistas caçadores alemães e austríacos estão de férias no local. Em meio aos antílopes, zebras e gnus que pastam pela selva, eles ficam na espreita, esperando suas presas. Eles atiram, pulam de emoção e posam para uma foto com o animal abatido. Um documentário sobre a natureza humana e a morte.

O filme é extremamente interessante, a proposta do diretor Ulrich Seidl de misturar ficção e não-ficção traz veracidade e dúvida pra quem assiste. O doc mostra a visão de quem caça, e o prazer que é sentido e fazer isso, as diversas entrevistas das famílias envolvidas mostram o amor e a dedicação ao “esporte”.

O filme praticamente inteiro se passa na África, e isso é interessantíssimo porque abordam a questão monetária envolvida no país, e a visão de quem trabalha com isso, esses africanos que as vezes são bem tratados as vezes são tratados como nada por esses ricos que gastam muito anualmente com a caça. A questão monetária é meio absurda, quem caça na África paga por animal morto, um gnu varia de 600 a 1400 euros, mas ao todo pensando em todos os animais envolvidos os valores variam de 400 a 2000 euros, dependendo sempre da espécie e tamanho do animal a ser abatido.

Para assistir a esse documentário é necessário muito estomago, primeiro por conta das mortes reais retratadas e segundo que eles filmaram o que acontece depois, os africanos tirando as peles dos animais com a maior calma e paciência do mundo, depois tirando todos os órgãos internos, para que no fim fique somente uma carne com músculos para que sirva ainda de alimento para eles.

O longa estreou no Festival de Veneza e fez carreira em festivais renomados mundo afora, entre eles, Toronto, Roterdã e Londres. Aqui no Brasil, antes da estreia nos cinemas, e abriu a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, no dia 30 de maio.

Galeria:

Trailer:

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