CRÍTICA: Slender Man: Pesadelo Sem Rosto (2018)

Slender Man

O que é SEXTOU para você? Se reunir com os amigos? Beber até ter coragem de invocar uma criatura chamada Slender Man que pode te sequestrar?

Data de lançamento: 23 de agosto de 2018 (Brasil) Mais populares
Direção: Sylvain White

Elenco: Joey King, Javier Botet, Annalise Basso, Julia Goldani Telles

Numa pequena cidade em Massachusetts um grupo de amigas, Wren (Joey King), Hallie (Julia Goldani), Chloe (Jaz Sinclair) e Katie (Annalise Basso), participa de um ritual numa tentativa de desmistificar a lenda do Slender Man (Javier Botet). Elas assistem a um vídeo que parece uma versão moderna e barata de O Chamado que, ao invés do aviso que iram morrer em sete dias, elas aceitam a visita da criatura sem rosto. Quando um deles desparece misteriosamente, o grupo começa a suspeitar que ela é a mais recente vítima dele.

Com um roteiro é muito apressado e a edição descuidada, temos que nos esforçar para entender o que está acontecendo e porque, já que não somos apresentados a história dessas meninas. Sabemos apenas o que foi pincelado levemente, como por exemplo, que o pai de Katie é alcoólatra, mas tudo acontece com uma rapidez cômica, o Slender man se apoia em todos os clichês dos filmes de terror.

Muito do filme é filmado à noite em uma floresta e é tão escuro que você acaba sendo incapaz de ver algo. Se você quer que eu tenha medo, eu preciso ser capaz de ver a coisa assustadora. Novamente, existem ALGUMAS cenas onde eles colocam luz suficiente no quadro onde algo irá se mover e você perceberá que é Slender Man e é um pouco assustador, e então voltamos a olhar para uma tela preta por vários minutos e é chato.

As performances dos personagens são tão insossas que eu realmente nem me lembrava dos nomes de ninguém até que essa pessoa desaparecer. Eu entendo que, de alguma forma, no terror muitos personagens estão lá para entrar na lista de mortos, mas apenas duas atrizes entregaram uma atuação que não condiz com o filme, Wren (Joey King) e Hallie(Julia Goldani). É possível criar empatia com essas personagens, isso acontece porque elas aparecem durante o filme inteiro. Mais uma vez, as cenas não eram bem escritas, nem bem filmadas ou iluminadas, mas caramba Wren eu estava esperando que de alguma forma encontrasse uma saída para tudo isso.

Mas a grande questão é como um filme com um vilão icônico falha tanto? Slederman é um conceito realmente assustador e diferente que tem aterrorizado as pessoas há anos. Não deve ser tão difícil criar um filme de terror sobre um cara gigante sem rosto em um terno que sequestra crianças. O grande erro é porque o filme não foca neste personagem (sim, uau),  Slender Man aparece duas vezes de forma assustadora. Eu contei. Há duas cenas com Slender Man em pé no fundo que são realmente assustadoras, no resto do filme ele parece um homem de massa, ou uma ‘coisa’ feita com os piores efeitos.

Filme de terror não é só jumpscare, trilhas altas ou cenas escuras. Queremos ver o filme, sentir o universo e torcer pelos personagens, e Slederman só entrega um filme mal executado e brutalmente deficiente em vários aspectos. Eu diria também que foi lançado na época errada, já que a lenda do homem sem rosto estourou em 2009, mas nem isso sustentaria esse filme então…

Nota:

Trailer do filme:

Galeria de fotos:

 

Jornalista que vive a base de café, loucura e chocolate, 22 anos de Mc Donalds na veia. Viciada em Beyoncé e filmes de terror. 

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