CRÍTICA: The True Cost (2015)

As narrativas de designers de moda, economistas e trabalhadores são unidas para fornecer a verdadeira história – e o verdadeiro custo – da fast fashion.
Data de lançamento: maio de 2015
Direção: Andrew Morgan
Elenco: Livia Giuggioli, Stella McCartney, Vandana Shiva, Richard D. Wolff

 

O The True Cost é um documentário de Andrew Morgan que explora os meandros da indústria da moda a partir dos campos de algodão para as fábricas de curtumes de couro, das usinas para as fábricas de vestuário, das costureiras das favelas até lojas de departamento.

Os bastidores da cadeia global de suprimentos de moda, explorando como o insaciável apetite por roupas baratas resultou na exploração de milhões de trabalhadores em todo o mundo. O documentário mostra a fragilidade das normas de responsabilidade social corporativa, que fecham os olhos para os padrões de segurança do trabalho nas fábricas, e traz uma crítica ferrenha ao capitalismo, e o consumismo irrefreável.

A principal fala é sobre a necessidade de uma regulamentação federal que seja responsável pela forma como os trabalhadores são tratados. O filme segue a história de Shima, uma operária de 23 anos em Bangladesh, que foi espancada porque iniciou um sindicato para melhorar suas condições de trabalho, a história segue sua jornada até a aldeia de seus pais, onde ela deixa seu filho por meses a fio para não precisar leva-la para o trabalho.

O governo reprimi os trabalhadores que exigem salários mínimos mais altos. O poder das grandes marcas sobre os fabricantes é avassalador, os preços são reduzidos e os trabalhadores sofrem. E quando protestam pacificamente por salários mais altos no Camboja, a polícia abre fogo para dispersar a multidão. Em um dos protestos, cinco pessoas foram mortas, pelo menos uma delas por espancamento severo.

O filme também destaca o impacto que a indústria da moda tem no meio ambiente. Os trabalhadores de couro estão expostos a toxinas prejudiciais, produtores de algodão que sofrem sérios problemas de saúde e enormes quantidades de resíduos têxteis criados por tendências de moda descartáveis. No mundo são consumidas 80 bilhões de novas peças de roupas a cada ano, as pessoas estão cada vez mais programadas a comprar e a indústria é a culpada.

A cada estação somos apresentados a novas peças, novas cores, novas estampas que inutilizam as anteriores. É urgente ajudar as pessoas a encontrar os recursos éticos para que possamos mudar nossos hábitos de consumo. Mas essa linha de pensamento é vista como o caminho mais difícil. Já que as lojas ‘fast-fashion’ são as mais acessíveis, principalmente para a população mais pobre.

A questão é que você não precisa ser um hippie vegano que só veste roupas vintage para ser consciente. Você apenas tem que fazer as perguntas certas. Eu preciso deste produto? Ele vale o preço da etiqueta? Como ele chegou em minhas mãos?

Nota:

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