Crítica: Toy Story 4 (2019)

Toy Story 4

Mesmo com a conclusão perfeita no terceiro filme, a Pixar surpreende mais uma vez: Toy Story 4 reinventa a franquia do melhor universo Disney e entrega um dos filmes mais divertidos do ano, com visual 3D deslumbrante e novos e velhos personagens que encantam o público de todas as idades.

Lançamento: 20 de junho de 2019
Direção: Josh Cooley
Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Keanu Reeves

Sinopse:

Nove anos atrás, enquanto ainda eram brinquedos do Andy, Woody e seus amigos saíram numa noite chuvosa para resgatar o C.R., que estava preso na lama, apenas para descobrir que Betty e suas ovelhas seriam vendidas para outro dono, deixando o caubói desolado. Agora no quarto da Bonnie, Woody decide acompanhar a pequena na iniciação ao jardim de infância, uma vez que se sente deixado de lado nas brincadeiras e sem um propósito.Quando a garota “cria” um brinquedo na sala de aula, Woody faz de tudo para manter o novo amigo a salvo durante uma viagem de férias da família.

Dirigido e co-escrito por Josh Cooley, o mesmo roteirista de “Divertida Mente” (2015), e que assina seu primeiro trabalho como diretor de um longa, Toy Story 4 é prova definitiva de que essa é a melhor franquia da Disney/Pixar e, com certeza, a melhor entre animações de um modo geral.

Embora “Toy Story 3” (2010) conclua o arco do Andy de forma perfeita – quem não chorou com aquele final? – o quarto filme consegue renovar o universo dos brinquedos secretamente vivos, trazendo novas histórias e personagens divertidos, além de um visual pra lá de impressionante, sendo (talvez) o melhor trabalho em animação 3D no cinema até aqui.

Colocando o vaqueiro Woody no centro da trama e praticamente dando todo o filme para ele – o Buzz tem algum destaque como coadjuvante do meio para o fim, mas os outros brinquedos originais quase não aparecem, – Toy Story 4 novamente discorre temas melancólicos como abandono, solidão e a sensação de não ter mais importância na vida da criança pela qual um brinquedo tanto se dedica.

Toy Story 4 l Bilheteria passa dos US$110 milhões

Com o retorno de Betty, que sumira no 3 sem explicação, Woody encara o desafio de dar ouvidos a sua voz interior e decidir o que realmente quer para sua “vida”, agora que Andy se foi e a nova dona não o valoriza como o garoto fazia; tudo isso enquanto protege e mantém seguro o Garfinho, encontra Betty e tenta convencê-la a voltar com ele para Bonnie, e ainda escapa da ambição da boneca Gabby Gabby e seus capangas ventríloquos.

Vale destacar que, assim como nos três anteriores, o longa introduz e trabalha bem todos seus personagens: embora os brinquedos da Bonnie fiquem em segundo plano, temos ao lado de Woody alguns rostos divertidos como a Isa Risadinha, Duke Caboom (que no inglês é dublado pelo Keanu Reeves) e a dupla mais engraçada já que pisou nessa franquia, Patinho e Coelhinho, respectivamente dublados (aqui) por Marco Luque e Antonio Tabet (Porta dos Fundos), que firezam um trabalho incrível!

Muita ação, algum romance subentendido e muitas, muitas cenas assustadoras (tem coisa mais aterrorizante que ventríloquos?) componhem esse que é, sem tirar nem pôr, o mais divertido entre os quatro: não necessariamente o melhor, mas que com certeza arranca mais risadas da plateia – a sessão de cinema é riso do início ao fim.

Fica em aberto se Toy Story 4 a real conclusão dessa obra sem defeitos, mas não é difícil considerar que ainda existe possibilidade de escrever outros ótimos filmes nesse universo. Ótimos personagens, roteiros bem escritos e animação que melhora astronomicamente a cada filme, além da capacidade ímpar de emocionar que esses brinquedos têm: Toy Story é impecável e o quarto filme não é diferente. Perfeito!

Galeria:

Trailer:

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