Crítica: Um Pequeno Favor (2018)

Um Pequeno Favor
Um Pequeno Favor prova o limite de uma amizade
Lançamento 27 de setembro de 2018
Direção: Paul Feig

Elenco: Anna KendrickBlake LivelyHenry Golding

Sinopse:

Stephanie (Anna Kendrick) é uma jovem mãe que divide o tempo entre a criação do filho e o trabalho como vlogueira. Quando sua melhor amiga Emily (Blake Lively) desaparece, ela parte em uma jornada para descobrir a verdade por trás do ocorrido.

Um pequeno favor pode ser muito relativo, uma xícara de açúcar, um conselho, um pendrive emprestado ou até mesmo cuidar do filho da sua amiga quando ela tem uma emergência no trabalho.

Ser uma pessoa boa é muito fácil para Stephanie, pois faz tudo sempre com um sorriso no rosto, quando uma mãe não tão presente na vida escolar de seu filho aparece, Emily (Blake Lively) é uma mulher charmosa e elegante, mas não tem muito tempo para seu filho, pois trabalha muito no mundo da moda para um grande estilista.

Stephanie se oferece para cuidar de seu filho mas antes dão uma paradinha na casa da amiga para tomar uns drinks. No dia seguinte Emily liga e diz que vai teve um problema no trabalho e pede para amiga buscar o filho na escola, e como uma boa pessoa que é Stephanie faz o favor para sua nova melhor amiga.

O dia começa a virar noite, nisso passam três dias sem dar notícias, Stephanie fica preocupada e resolve ligar para o trabalho da amiga e ver o que pode ter acontecido, quando descobre que ela viajou a trabalho, ela então liga para o pai da criança e ele não sabia de nada pois estava cuidando de sua mãe que morava em outra cidade havia se acidentado.

Quando um dia após gravar seus vídeos para internet Stephanie liga sua televisão e pelo noticiário descobre que o corpo de sua amiga foi achado em um lago  com sinais de picadas de agulhas e heroína no sangue, ela fica devastada mas se sente na obrigação de dar apoio a família, pois o pai da criança é um escritor que não está nos seus melhores dias e sofre uma crise de falta de criatividade e estão afundados em dívidas.

Aí começa uma busca pela amiga, revirando o passado dela e do marido, um passado que se revela um pouco obscuro e com muitos mistérios e crimes. O mais incrível é ver como uma pessoa tão frágil, boa e amável pode se tornar uma mulher poderosa, forte e muito ardilosa, uma mulher que era tão boa que abusavam de sua boa vontade.

Nessa jornada além de ver os mistérios que são revelados podemos também ver a mega transformação de Anna Kendrick que fazia papéis mais simples como em, A Escolha Perfeita, Os Caça Noivas e Crepúsculo. Nesse filme ela mostra uma versatilidade na atuação que vai de uma pessoa ingênua e facilmente manipulada á uma mulher feroz ardilosa e obstinada.

Também contamos com Blake Lively que já nos ensinou como lidar muito bem com um tubarão em Águas Rasas (2016), hoje nos mostra ser uma excelente atriz, elegante e mostra nas telonas como pode ser uma femme fatale, linda, porém muito manipuladora e inteligente.

O filme conta com um roteiro muito bem escrito que não deixa pontas soltas trazendo consigo muito mistério que faz o espectador ficar grudado na telona, pois Stephanie tem muito trabalho a fazer tentando encontrar sua amiga, mas na reta final da história descobre segredos que a deixam aterrorizada e dá uma guinada dando uma perspectiva nova aos espectadores, surpreendo-os com muitas reviravoltas que faz os espectadores refletirem sobre o que pessoas que acham que conhecem são capazes de fazer e os segredos e demônios que guardam no fundo de seus guarda-roupas .

A fotografia do filme conta com paisagens lindas que remetem um tempo mais simples, uma cidade pequena e convidativa, uma cidade pequena e que convida o espectador a conhecer a vida de cada um ali dentro e se identificar com a historia de personagens muito cativantes,. Não apenas a paz de um lugar aparentemente pacato chama a atenção, como muita tensão utilizada faz com que o espectador não desgrude os olhos das telonas..

Em contraponto podemos ver que apesar do roteiro ter sido muito bem escrito a trilha sonora não é das melhores e atuações melhores dos coadjuvantes que não aparecem muito, mas o pouco que aparecem tem uma grande influência na história e são muito cativantes.

Um Pequeno Favor é bom,  com ação, suspense e comédia na medida certa,  que fazo espectador pensar duas vezes antes de fazer um pequeno favor a pessoa que conheceu a pouco tempo, pois quem sabe que furada pode acabar se metendo.

Galeria:

Trailer:

Marqueteiro e meio geek, amo e coxinha com catupiry e cinema.
Assisto de tudo um pouco, vai de Poderoso Chefão a Rupaul’s Drag Race, gosto de ver filmes e séries, se é bom ou ruim ai é outra historia.

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