Crítica: Uma Nova Chance (2019)

Uma Nova Chance

Uma Nova Chance é uma boa comédia, com temas relevantes e personagens carismáticos porém, se perde ao tentar encontrar um tema central..

Lançamento: 31 de Janeiro de 2019
Direção: Peter Segal
Elenco: Jennifer Lopez, Vanessa Hudgens, Milo Ventimiglia

Sinopse:

Maya (Jennifer Lopez) se dedicou por 15 anos na gerência de um supermercado, ao ser deixada de lado por um homem que tomou sua promoção decide mudar de emprego e com a ajuda de sua família,e com algumas informações mentirosas Maya consegue um emprego que pode mudar a sua vida completamente.

Uma Nova Chance tem como premissa apresentar o poder feminino diante de várias situações e junte isso ao fato de sua protagonista ser uma mulher poderosa em sua vida real, dá ao público, principalmente feminino aquele ar de esperança ao redor de um mundo machista.

Jennifer Lopez entrega com verdade uma mulher que já sofreu e lutou muito em seu passado para chegar em seu alto cargo na nova empresa. As situações de sua vida apresentadas são pernitinentes à maioria das mulheres modernas, como a responsabilidade da formação de uma família, a dedicação ao relacionamento e tudo aliado a grande pressão de ser uma profissional bem sucedida em seus 40 anos de vida. Além da mentira para conseguir seu novo emprego, Maya guarda um grande segredo que a impede de seguir em frente.

Sustentada por essa rede de mentiras, os personagens secundários do filme tem o papel de questionar sua protagonista ou até mesmo apontar o dedo para julga-la, como os personagens de Joan (Leah Remini) irmã de Maya e Trey (Milo Ventimiglia) namorado que servem como recurso de roteiro. Mas é Joan quem tem mais presença e personalidade, sua personagem é aquela grande amiga que briga e aconselha, além de ser o alívio cômico do filme, sendo a personagem secundária melhor apresentada.

Outros como Vanessa Hudgens, Charlyne Yi, Alan Aisenberg e Freddie Stroma cumprem o que seu roteiro pede, sustentado o recurso narrativo mas sem dar muita profundidade.

A trilha sonora de Uma Nova Chance é carregada de músicas animadas, o que dá ao espectador um ar de empoderamento e motivado a seguir mesmo com dificuldades.

Já seu roteiro que apresenta muitos personagens e desenvolve poucos, peca ao querer falar sobre tantos assuntos relevantes. O machismo, empoderamento feminino, a indústria de cosméticos e os desejos da mulher moderna, muitos desses são bem abordados mas outros são esquecidos no meio do caminho, o tornando confuso ao espectador quanto ao seu tema central, que é justamente algo apresentando com pressa nos últimos minutos.

Por fim, Uma Nova Chance acerta na escolha de sua protagonista, nos seus dilemas e empoderamento com seu roteiro e trilha sonora que carregam esta marca. Mas se perde quanto ao tema central do filme e o excesso de personagens sem profundidade, o que pode deixar o público confuso.

Galeria:

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