Crítica: Venom (2018)

Venom

Venom não supera as expectativas

Lançamento 4 de outubro de 2018
Direção: Ruben Fleischer

Sinopse:

Em Venom Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo, que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Seis meses depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos, muitos deles mortos como cobaias.

Nascido como antagonista supremo do Homem-Aranha nos quadrinhos, o inimigo já havia dado as caras no cinema numa quase participação especial no terceiro filme do super-herói em 2007, dirigido por Sam Raimi. Agora, a Sony aposta num filme protagonizado por ele, transformando-o em anti-herói.

Antes de falar do filme é preciso que falar de Tom Hardy que brilha no filme, o ator interpreta Eddie Brock e Venom. Quando o simbionte entra no corpo do jornalista as “discussões” que eles tem um com o outro dentro da cabeça de Brock faz do filme Cômico, você com certeza vai rir muito nas duas horas do filme. E talvez saia com um Crush por Hardy

A direção de Ruben Fleischer não parece ter uma identidade no longa. O filme traz uma fotografia escura que não se destaca no seu tom leve. Apesar de parecer que o diretor seguiu a risca o que a Sony queria nas telas, sem colocar sua identidade nas câmeras, Fleischer acerta nas mais diversas cenas de ação, mostrando um filme limpo, onde os cortes não impedem o público de uma total compreensão da cena, como é comum de se ver nos mais preguiçosos filmes de ação.

O vilão Carlton Drake é entediante desde sua primeira aparição, soltando frases óbvias, e isso por sua vez significa um desperdício do ótimo ator Riz Ahmed. Outra desperdiçada é Michelle Williams, cuja personagem Anne Weying tem muito pouco a fazer, a não ser na cena do amasso que ela da em Venom

A ideia da Marvel junto a Sony de trazer um filme solo de um Vilão tão emblemático dos HQs foi ousada, mas não supera as expectativas. Venom tem um roteiro amarrado, só que não a nenhum clímax para ficar compenetrado diante da tela. E o filme acaba ficando desnecessariamente grande já que não se tem um ápice.

Venom é bom, foi aguardado por muitos e por isso se criou uma expectativa enorme sobre ele. Se a classificação indicativa do longa fosse para no mínimo 16 anos com certeza ele teria se superado.

Fica entre 3 e 4 baldes de pipoca a produção, mas pelo simbionte Venom, esse personagem que não se sabe quando volta a produção fica com 4 baldes.

Galeria:

Trailer:

Aspirante a jornalista, metido a crítico. Taurino intenso, viciado em PF da esquina. Amante dos filmes que te fazem refletir, e um eterno bom vivam.

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