Crítica: Viva – A Vida é uma Festa (2017)

Vencedor do Globo de Ouro na Categoria Melhor Animação, Viva – A Vida é uma Festa embala o cinema ao ritmo mexicano…

Lançamento: 04 de janeiro de 2018

Direção: Adrian Molina, Lee Unkrich

Elenco: Anthony Gonzalez (VIII), Benjamin Bratt, Gael García Bernal

Sinopse:

Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

De uma forma direta Viva é um filme que cumpre o seu propósito. Como de costume, as animações da Pixar encantadoras e ainda por cima possuem um ótimo timing cômico. Mas o que não podemos negar é que o roteiro tem ecos de outras histórias e até mesmo de trabalhos já antigos do mesmo estúdio.

No filme temos Miguel, um jovem mexicano que tem o sonho de se tornar um grande cantor famoso como Ernesto de la Cruz, seu ídolo. Porém a sua família de sapateiros abomina músicos em função de um acidente do passado. Querendo provar seu talento, Miguel briga com sua família no ferido do “Dia de los Muertos” e vai parar na Terra do Mortos, no lado de Hector, que luta para que os vivos não o esqueçam. Portanto, apagado da vida, Miguel tenta descobrir os mistérios de seus antepassados e voltar para a sua casa.

No ano de 2014, o diretor Guillermo Del Toro, produziu uma animação chamada “Festa no Céu“, que por coincidência também teve um jovem que tentava provar para a sua família, que também era contra, seus talentos musicais, e que também acabava na Terra dos Mortos, onde também encontrava seus antepassados. As semelhanças entre as duas obras acabam se tornando “chatas”, pois ambos protagonistas precisam de firmar em suas famílias e ambos personagens correm o risco de serem esquecidos.

O grande foco do filme com certeza é o amadurecimento de Miguel. Porém o seu crescimento acompanha uma típica virada na trama, coisa que a Pixar ama fazer. Não daremos spoilers, mas se você é fã das animações do estúdio e conhece as obras semelhantes a deste filme, saberá do que estamos falando.

Um dos grandes acertos da obra é o visual. A Terra dos Mortos é baseado na mitologia mexicana, é fantástica e colorida, e ainda conta com um toque de Frida Khalo. O mundo real dos personagens também é extremamente impressionante.

Viva – A Vida é uma Festa não é um filme fraco como Carros 2, por exemplo, mas também está distante de ser uma animação original e do mesmo brilho de Divertida Mente. A animação é merecedora de 03 baldes de pipocas.

3 pipocas

Galeria:

Trailer:

 

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