Crítica: Wifi Ralph – Quebrando a Internet (2019)

Wifi Ralph - Quebrando a Internet

Wifi Ralph – Quebrando a Internet, é uma sequência mais adulta e que debate temas atuais com a sensibilidade que a Disney proporciona.

Lançamento: 03 de Janeiro de 2019
Direção: Rich Moore, Phill Johnston
Elenco: Flora PaulitaJohn C. ReillySarah Silverman 

Sinopse:

Seis anos após os acontecimentos do primeiro filme, Detona Ralph vive uma vida perfeita ao lado da amiga Vanellope: algumas horas de trabalho e o resto do dia se divertindo e papeando pelo universo do fliperama. Mas quando a pequena começa a sentir-se entediada com essa rotina, o volante do Corrida Doce é quebrado e um roteador WiFi é instalado na loja, Ralph vê a oportunidade de salvar o jogo da amiga entrando na internet para comprar outro.

Quase sete anos após o lançamento de Detona Ralph, Rich Moore volta a fazer um excelente trabalho de direção nessa sequência, desta vez ao lado de Phil Johnston, debutante como diretor que assina o roteiro do filme, além do anterior e do vencedor do Oscar Zootopia.

Em Wifi Ralph – Quebrando a Internet a motivação do roteiro não é mais do Ralph, mas da Vanellope: enquanto no primeiro o vilão de Fix-it Felix Jr queria provar que era uma “boa pessoa”, nessa sequência a princesa menos convencional da Disney precisa encontrar um novo ideal para si, estando infeliz com a rotina que para Ralph é “perfeita”. Vale lembrar que eles são muito diferentes: enquanto ele é tiozão preguiçoso, ela é uma “criança”, enérgica.

E é nesse conflito de interesses dos dois que o filme constrói seu plot. E claro, dentro do universo fantástico como a internet é representada: são milhares de avatares – os usuários logados – andando de um lado pro outro, esquivando de popups, pegando carona em veículos voadores que os levam a sites como Google, Ebay, Pinterest e outros.

Tem até uma árvore gigantesca com vários pássaros azuis empoleirados (referência? Imagina!), mas esses detalhes o espectador deve conferir no cinema.

Wifi Ralph – Quebrando a Internet apresenta um tom bastante diferente do primeiro. Enquanto o original tem um plot bastante comum e “infantil” (não que seja negativo), o segundo aborda assuntos mais sérios, como o bom e mau uso da internet – com destaque para uma cena onde o Ralph descobre como a “liberdade” de fazer comentários maldosos pode afetar e magoar outras pessoas, – e principalmente como a insegurança e controle excessivo dentro das relações as destroem.

Não é difícil entender a insegurança do Ralph: ele passou quase três décadas sendo o vilão excluído do seu jogo, e Vanellope é a primeira amiga que ele fez. Daí, cria-se uma relação de dependência entre eles, onde Ralph a vê como um alicerce e, diante de uma situação que – na cabeça dele – pode significar uma separação dos dois, é comum (e não certo) ele usar de chantagem emocional e até alguma agressividade para manter a amiga perto de si.

E essa é uma lógica que pode ser aplicada a qualquer tipo de relação, amorosa ou de amizade. Talvez o filme seja um gatilho ou um fator de identificação pro espectador que esteve numa relação com essas características. Tem até uma situação de invasão de privacidade por parte do Ralph (embora aqui seja “sem querer”, não ele mexendo no celular dela).

Bom, o filme é divertido e tocante, no que diz respeito a te fazer pensar sobre esses e outros assuntos. Tem bastante ação também, com direito a corrida de carros – aí você vai conhecer a personagem dublada por Gal Gadot , Shank, do jogo Corrida do Caos. Fora a divertida – porém não longa – cena com as princesas, desde a Branca de Neve até Merida. Muito fofas, cena incrível mesmo.

Mas , Wifi Ralph – Quebrando a Internet tem um terceiro ato que não agrada tanto. Difícil dizer se é melhor, tão bom quanto, ou menos legal que o primeiro. Só indo ao cinema para conferir e tirar suas conclusões. Mas é fato que ele te fará pensar. E o Oscar vai para… Vanellope só por aturar o Ralph.

Galeria:

Trailer:

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