Crítica: A Freira (2018)

A Freira

A Freira usa símbolos católicos e de bruxaria para cumprir sua promessa de sustos genuínos através de uma atmosfera bastante assustadora. 

Data de estreia: 06 de setembro de 2018

Direção: Corin Hardy

Elenco: Demian Bichir, Taissa Farmiga, Jonas Bloquet, Charlotte Hope, Ingrid Bisu, Bonnie Aarons

Sinopse: 

Quando uma jovem freira que vive enclausurada em um convento na Romênia comete suicídio, um padre com um passado assombrado e uma noviça prestes a fazer seus votos finais são enviados pelo Vaticano para investigar o caso. Juntos, eles desvendam o segredo profano da ordem. Arriscando não só suas vidas, mas também sua fé e suas almas, eles confrontam a força malévola que assume a forma da mesma freira que aterrorizou o público em “Invocação do Mal 2”, à medida que o convento se torna um horripilante campo de batalha entre os vivos e os amaldiçoados.

O diretor Corin Hardy dirige A Freira a partir de um roteiro escrito por Gary Dauberman (“It – A Coisa”), com história de James Wan & Gary Dauberman. Hardy usa o monastério romeno como  palco enquanto ele constrói a história de uma entidade demoníaca vingativa. É importante destacar a beleza das locações deste filme, que foi gravado inteiramente na Romênia. O castelo por si só já bem assustador, porém algumas cenas dão a entender que este filme é mais sobre uma casa mal assombrada do que qualquer outra coisa.

O filme tem um ar investigativo que prende a atenção, você desvenda os segredos desse misterioso lugar junto com os protagonistas. Os atores Demian Bichir (“Uma Vida Melhor”) no papel do padre Burke, Taissa Farmiga (da série de TV “American Horror Story”) como a Irmã Irene e Jonas Bloquet (“Elle”) como o habitante local Frenchie mostram muita química enquanto cada um cumpre seu papel, sendo Frenchie o alívio cômico e a Irmã Irene uma espécie de super heróina.

Lembre-se este é não é um clássico do terror, nem quer ser. A Freira usa símbolos católicos e de bruxaria, vários momentos de silêncios, escuridão e um cemitério cheio de névoa fantasmagórica, para cumprir sua promessa de alguns sustos genuínos através de uma atmosfera bastante assustadora. Um grande erro na direção é que a maioria dos sustos são extremamente previsíveis, porém há vários momentos de destaque, incluindo uma sequência em que a irmã Irene enfrenta a ira do demônio enquanto reza com um grupo de freiras, a cena mostra a força reprimida da personagem.

A Irmã Irene é tudo menos uma garotinha indefesa neste filme, o que pra mim foi uma surpresa já que o padre Burke no inicio é apresentado como um especialista, mas acaba caindo em muitas armadilhas de Valak o que imprime uma insegurança ao personagem (sério, isso é tudo que o Vaticano pode oferecer?). A inocência infantil de Taissa Farmiga esconde nervos de aço, a atriz mostra maturidade ao alternar entre vulnerabilidade e firme convicção com elegância.

A Freira definitivamente não é o filme mais assustador da franquia mas é bem feito. Não vá ao cinema achando que morrer de medo porque não vai mesmo, porém irá se assustar e, sobretudo, se divertir muito com o filme, sim rs.

O próximo filme da franquia deve ser lançado no ano que vem e algo nos diz que ainda veremos a Irmã Irene ou do Padre Burke em outros filmes deste universo.

Nota do filme:

Trailer do filme: 

Galeria de imagens:

Jornalista que vive a base de café, loucura e chocolate, 22 anos de Mc Donalds na veia. Viciada em Beyoncé e filmes de terror. 

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